Publicado por: Eder & Fabi Rezende | 19/01/2012

Porque não gosto de escrever roteiros de viagens

Primeiro gostaria de deixar claro que esta é uma opinião pessoal minha (Eder) e que pelo caráter extremamente democrático do nosso blog pode aqui ser expressa. Depois salientar que não tenho nada contra os roteiros de viagens e seus autores, tanto que em nosso blog existem vários deles de grande sucesso e muitas vezes bastante úteis. Aliás, a opinião de diversos blogueiros é que os roteiros geram grande número de acessos aos sites. Peço apenas que leiam minhas razões para que depois possamos debater e quem sabe até me fazerem mudar de idéia.

Roteiros pelo mundo

Imaginem que um dia eu escreva um roteiro de viagem e alguém resolva segui-lo. A pessoa vai se hospedar no mesmo albergue/hotel que fiquei. Visitará o mesmo museu que estive e talvez na mesma hora, pois já indiquei que este era o horário menos movimentado. Com certeza tomará o mesmo ônibus para se deslocar da cidade X para cidade Y. Em resumo esta pessoa fará a minha viagem e não dela própria. Sentirá as minhas emoções, viverá as minhas aventuras e perceberá os meus sabores e odores, afinal não é disto que é feita uma viagem? Assim como não gostaria de viajar a viagem dos outros, quero que cada um tenha sua própria experiência de viagem. Este é o principal, mas não o único motivo para eu não gostar de escrever roteiros de viagem.

Roteiros de viagens em geral, eu disse em geral, são chatos e monótonos. Algo do tipo receita de bolo: acorde às 7 da manhã para não enfrentar fila do museu X. Pegue o metrô na estação H e desça na U, mas cuidado para não se perder na baldeação da linha fúcsia para linha amarelo ovo. Você terá apenas duas horas para ver todas as obras do museu, pois a imperdível troca da guarda da rainha da Conchinchina começa às 10 horas e você só tem 15 minutos para chegar lá. Muitas dicas e todas muito úteis, mas novamente onde foram parar os cheiros, aromas, sabores, experiências e vivências? Afinal estamos viajando e não planejando uma obra de engenharia cheia de regras e horários. Toda esta enxurrada de informações muito úteis você pode, ou melhor, deve conseguir lá mesmo no local que você vai visitar, aliás, é uma das coisas mais legais da viagem. Caso você seja do tipo inseguro e quer ter tudo sobre controle, suas dúvidas podem ser endereçadas ao próprio autor do post não roteiro. Porque o bom do bolo é comê-lo e não escrever a receita.

Esqueça a receita deste ai

Seguindo um roteiro escrito por qualquer pessoa, até pelo mais especializado guia de viagens você corre um sério risco de passar pelo lugar sem conversar com nenhum morador local, pois já tem todos horários, meios de transporte, hotéis e etc decididos e planejados. A conseqüência disso é a exata diferença entre visitar um lugar e conhecer um lugar. Depois de muito viajar cheguei à conclusão que não existe melhor guia de viagens que um morador local. Afinal de contas só eles vivem o dia a dia das cidades, conhecem os melhores restaurantes com verdadeira comida típica. Para ilustrar melhor com um exemplo, quem visitou o Brasil comeu feijoada e quem conheceu o Brasil comeu um prato feito de boteco. Só eles podem te indicar as melhores vistas do por do sol, ou no caso eu, paulistano somente de adoção (já que nasci em Cuiabá) posso levar amigos turistas para dizer adeus ao astro rei na praça do por do sol em Pinheiros. Conhecer o local é chegar a Guarulhos dispensar o famosíssimo ônibus “Airport Bus Service” (escolha de nove entre dez gringos, o décimo pega um táxi) e tomar o nada conhecido, mas infinitamente mais barato ônibus que te leva ao metrô Tatuapé. Ou então nos divertirmos com nossos amigos espanhóis Jesus e Sérgio em um ensaio na quadra da Vai-Vai. Todos estas atrações não podem ser encontradas em nenhum Lonely Planet ou roteiro de viagem escrito por um forasteiro.

Um morador local vale mais que 10 destes

Em teoria se você tem um roteiro para seguir nunca vai se perder e nem pegar ônibus errado. Devem estar se perguntando e qual a vantagem de se perder? Podem ter muitas. Como sempre viajamos sem guia e sem roteiro foi assim que nos perdemos em Budapeste e que delícia é se perder em Budapeste. A cada virada de esquina um novo (para nós) antigo edifício com arquitetura deslumbrante, um pub te convidando a provar mais um novo sabor de cerveja ou novamente de cara com o inesquecível Danúbio. Tem aquele ditado: de graça até ônibus errado. E nós que pagamos e não nos arrependemos. Foi assim que ao saltar do ônibus conhecemos uma família maravilhosa que nos deu carona na Jordânia, bendito ônibus errado.

Até este ônibus pode esconder vantagens

Se mesmo depois te tantos argumentos você discorda de tudo isso, mande sua mensagem para gente. No nosso blog não tem certo nem errado, só o mais adequado para cada tipo de viajante.

 Veja Também:

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Os piores hotéis (hotéis?) que já me hospedei

Porque os brasileiros só viajam com os hotéis reservados?


Responses

  1. Muito bom post brother!

    Nunca havia pensado no assunto e agora, lendo o seu ponto de vista, não posso deixar de concordar.

    abs,
    Jonathan Padua

    • Grande Jonathan mais conhecido por Sr. Raper do twitter

      se o objetivo era gerar discussão sobre o tema, acertamos em cheio, muitas mensagens chegando, prós e contras.

      legal que você tenha gostado do post.

      grande abraço

      Eder

  2. Eu uso roteiros mais ou menos. Mais para ter uma ideia. Mas, sempre que chego em algum lugar, vou descobrindo coisas que não estavam no mapa. Adoro viajar e escrever – mesmo porque vivo disso, sou redatora. Sempre que dá, posto algumas coisas sobre as minhas viagens. Mas nunca dou dicas de nada: tenho péssima memória e confundo os nomes dos hotéis, das linhas de ônibus, tudo. Deixo lá somente as minhas impressões do lugar. Se você quiser dar uma olhadinha, ficarei bem feliz.

    http://ecaturismo-yara.blogspot.com/

    • Olá Yara
      concordo plenamente com você. O roteiro deve ser apenas um referencial. Sempre deixo um ou dois dias para descobrir lugares, coisas, cheiros e pessoas que não estão nos roteiros.
      Seu blog é demais, pois já começa com a Capadócia que para mim é um dos lugares mais incríveis da Terra. Você deu vários adjetivos ao local e eu acrescentaria mais um: único.
      Também adoro escrever sobre minhas viagens e tenho vontade de fazer deste prazer uma maneira de ganhar algum $$$ extra. Se você souber de alguém que busca um freelancer para escrever sobre turismo e quiser me indicar.

      beijos

      Eder

  3. Entendi seu ponto de vista, e até concordo. Mas é que vc considerou que a pessoa que segue um roteiro vai fazer tudo absolutamente igual ao descrito, e acho que só alguém bem “bobinho” faria isso, na prática não se confirma. A pessoa olha um roteiro para ter idéia do que dá para fazer num dia, ou quais atrações estão perto uma da outra, mas não para seguir de cabo a rabo, até pq cada um tem seu gosto né… Museu por exemplo… tem quem deteste e não vai visitar nunca, por mais que a gente diga que é bacana. Roteiro é ótimo para criar um referencial, não para seguir a risca!😉

    • Olá Simone
      como qualquer debate existem opiniões a favor e contrárias. O roteiro pode sim ser a base para montarmos nossa prórpia viagem como comentei para a Yara ai abaixo.
      Discordo de você quando diz que na prática as pessoas não seguem o roteiro a risca. Vi muitos gringos que seguiam a risca o Lonely Planet. Tem até umas sugestões no livro do tipo: como conhecer Paris em dois dias. E muitas pessoas fazem exatamente o que foi sugerido. Uma vez encontramos uns gringos em um trem e convidamos para ficar em nosso albergue. Eles disseram que não, pois não estava no Lonely Planet. Por isso chamamos o tal livro de bíblia dos gringos. Muitos ficam doutrinados.
      Outra coisa: Quem compra um pacote CVC não está seguindo um roteiro a risca?

      e ai o que acham (Simone e outros blogueiros)?

      bjs

      Eder

      • Eder, pela quantidade de reclamações que eu vejo no site Reclame Aqui (sou fã), comprar uma excursão pela CVC é sim garantir uma viagem cheia de emoções: os hotéis nunca são do padrão anunciado, o roteiro muda no meio do caminho, as pessoas são deixadas à própria sorte – o que convenhamos, para quem viaja assim deve ser desesperador.

        Bjs

        Yara

      • Olá Yara
        ta ai mais um motivo para fazer seu próprio roteiro. Pagar para uma empresa e ter um serviço ruim é o ó do borogodó.

        grande beijo

        Eder

      • Então…acho que se alguns gringos seguem a risca, sem abertura NENHUMA para qq coisa nova, aí são “bobinhos” mesmo! Mas isso não quer dizer que seja ruim ou errado ESCREVER no estilo roteiro, pq acaba sendo útil para quem não tem tempo de pesquisar, e o livre arbitrio da pessoa fazer diferente sempre existe. Também não acho que ao seguir um roteiro signfica que a pessoa não vai observar a vida da cidade ou conversar com os locais como vc comentou, pois uma coisa não impede a outra, e nem todo roteiro=correria.
        Sobre pacotes de viagem, aí é outro assunto, e a pessoa que compra sabe que será daquela maneira e aceita isso. Eu detestaria, mas vai de cada um. Lembrando que nem todo mundo é jovem, e que para as pessoas de melhor idade as vezes estes roteiros e confortos são bem-vindos, pois não querem esquentar a cabeça e se sentiriam inseguros de fazer por conta propria. Existem muitos estilos de viajar e de viajantes.

      • É isso ai Simone
        cada um na sua. Como já havia falado não tem certo, nem errado, só o mais adequado para cada um

        abraços

        Eder

  4. Você acertou em cheio Eder!

    É isso mesmo que ocorre, realmente é bom se informar sobre o local que iremos, mas nada melhor do que falar com um local e pegar as melhores dicas.

    Um exemplo que ocorreu agora mesmo retornando de Florianópolis, estávamos retornando a São Paulo, quando surgiu a idéia de passar por Bombinhas, uma das Praias mais famosas de Santa Catarina, realmente muito bonita, mas o melhor mesmo foi pegar informações com um local que nos deu uma dica de onde não poderíamos deixar de ir, e que poucos costumam ir, é uma ilha na cidade de Porto Belo, um local muito agradável e bem estruturado.
    O mais engraçado é que para ir para Bombinhas todos passam pela cidade de Porto Belo e nem dão atenção a a pobre ilha rsrsr..

    Realmente vivendo e aprendendo.

    Abs.

    Reginaldo Tech

    • Grande Reginaldo
      só mesmo um cara que vive lá saberia te indicar um lugar lindo, mas pouco badalado.
      Por isso digo que o melhor guia de viagem é abrir a boca e conversar com os locais.

      Quer um exemplo: no aeroporto de Bangcoc todos turistas tomam o ônibus super luxo para chegar a cidade. Perguntamos no balcão de informações e eles nos indicaram o mesmo ônibus. Perguntamos ao funcionário se ele pegava este ônibus todo dia? Não pego um bem mais barato que sai dali. Bingo já descobrimos o que desejavámos.

      Esperamos você e a Pamela no próximo Encontro dos Viajantes

      abraços

      Eder

  5. Eder, o post é muito bom e o assunto vale muito a pena ser discutido. Eu não me importo em escrever meus roteiros no blog ou “montar” viagens para amigos. Sei que a grande maioria das pessoas, infelizmente, acha que não tem tempo para pesquisas ou capacidade para montar uma viagem. Na boa, problema deles. Se quiserem seguir meu roteiro, façam bom proveito, pelo menos garanto que a viagem vai ser boa, se eles se contentam só em visitar e não em conhecer, como você diz. Já eu, gosto de pegar dicas, mas jamais seguir roteiros pré-fabricados. Sou mais ou menos como você. Gosto de montar antes meus roteiros pesquisando, mas sem copiar. Depois de muito viajar, você vê que muitas vezes perde tempo demais tentando achar o “restaurante ideal” nos sites, forums e guias e quando vê ele pode estar na esquina do apê que você alugou. Isso aconteceu conosco agora em Budapeste também. Apesar de eu já ter dito que não gosto de “copiar”, eu precisava armar um jantar perfeito para comemorar uma data especial com minha noiva. Perdi horas pesquisando, perguntando e vasculhando sites na net. Na hora H, estava meio chovendo e resolvemos ir no restaurante da esquina mesmo, que foi maravilhoso! Parabéns pelo texto e por levantar o tema para discussão.

    • Fala Thiago
      apesar de não gostar de escrever roteiros também dou uma mão aos amigos que me pedem dicas. Mas deixo a coisa bem solta do tipo: isso é legal, pra mim. Você tem que experimentar.
      Planejar é preciso, mas como falei no post deixar as regras de lado e se perder em uma cidade como Budapeste é um experiência inesquecível.
      A sensação de descobrir coisas, lugares, odores novos é algo que não me sai da memória nunca. Algo que sempre busco em minhas viagens.

      Fico super feliz que tenha gostado de debater o tema.

      Se tiver mais algum novo ponto de vista, mande pra gente

      abraços

      Eder

  6. È isso ai Eder, eu também não gosto de roteiros pré-estabelecidos, quando muito garanto o hotel. O prazer de descobrir com os habitantes locais é viver o local visitado. Abraço
    João (classe C).

    • João recem saído da classe D
      você é inspiração para nossas viagens.
      Quem sabe um dia viajamos juntos.
      Viver o local não tem preço.

      grande abraço e aproveite Santiago por nós.

      Eder

  7. Acho válido o seu amor pelo ineditismo e pela aventura (eu também sou partidária), porém não concordo com seus argumentos por um simples e único motivo: a pessoa que usar o seu roteiro não é você. E, por princípio, não poderá fazer a sua viagem.
    Não serão as mesmas pessoas que estarão no ônibus X.
    O gerente do hotel/albergue pode ter pedido demissão e partido em busca de um amor perdido – o que poderá acarretar em uma viagem pior ou infinitamente melhor para o “tripeiro plagiador”.
    As frutas daquela estação que você indicou podem ter sido contaminadas e não estarem boas para consumo… Enfim. São tantas variáveis que acho, sim, os roteiros válidos.
    Odores e sabores seus?? Conheço gente que não possui paladar e outros que já perderam o olfato…
    Cada viagem é única, mesmo se/quando utilizadas dicas de outros viajantes.
    Eu, por exemplo, acho que só o fato de se dar ao trabalho de pesquisar por um roteiro/dica de roteiro na internet já faz parte da viagem e já a torna diferente da sua. A preparação é muito importante e também faz parte do viajar.
    Além disso, não acho demérito buscar o conforto e a comodidade de uma excursão. Pode não ser por insegurança, mas sim solidão. Penso que as viagens, em si, já são uma baita manifestação de coragem, seja ela de que tipo for.
    Aplaudo todos aqueles que viajam. Faça seu roteiro, pegue dicas de outras pessoas, vá a uma agência. Mas viaje!!
    Eu gostaria de ver algum roteiro seu, Eder. Tenho certeza que eles são ótimos e que, caso eu siga suas dicas, farei uma viagem completamente diferente da sua (nem melhor, nem pior, apenas diferente), pois a minha percepção está repleta de significados que só dizem respeito a mim e às minhas experiências.

    • Olá Déborah
      além do ineditismo e aventura, também adoro a discordância, pois gera debate e nos faz pensar.
      Concordo contigo que mesmo seguindo meu roteiro uma viagem nunca é igual a outra, mas pode ser muito parecida e quem o faz perde a chance de conhecer algo que pode ser muito mais interessante do que o que está no meu roteiro.
      As pessoas do ônibus X serão diferentes, mas que diferença faz se você não falar com elas?
      Também não acho demérito buscar conforto em uma excursão. Como disse no post não há certo nem errado, só o mais adequado para cada um.
      Discordo no quesito solidão. Em albergues o que mais se encontra são viajantes sozinhos, mas não solitários. É um ótimo ponto de encontro para quem busca companhia para viajar. Tenho uma máxima: Só viaja solitário quem quer.

      Para finalizar posso sim escrever um roteiro para você, basta dizer para onde quer ir. Se eu já tiver passado por lá escreverei com maior prazer.

      beijos

      Eder

      • Oi Eder!

        Obrigada pela atenção em me responder. Achei muito bacana da sua parte responder todos os comentários e dar a opção do debate crescer e continuar.
        Eu, como já disse antes, gosto muito de viajar e estou sempre criando novos roteiros e em busca de rotas diferentes, mesmo que não tenha o oportunidade de colocá-los em prática.
        Acredito que temos o péssimo hábito (e não me excluo disso) de subestimar e superestimar o outro. Penso que temos que parar de achar o outro vai fazer… É ver para crer.
        E concordo plenamente contigo: só viaja sozinho quem quer. Mas vai saber se o outro sabe ou compreende isso…
        Continuo dizendo: o importante é ir. Um dia a gente aprende o melhor jeito pra gente. E aí, tá na hora de aprender novamente porque com certeza já não seremos mais os mesmos… rs
        Com relação ao roteiro, quero saber qual a viagem que lhe vem a mente. Aquela inesquecível, seja pelo motivo que for. Não digo a melhor, porque, sinceramente, acho que isso não existe. Todas são melhores e piores em algum sentido. Contudo, há aquelas que são muito marcantes, sabe-se-lá!
        Então, como você não me conhece, não digo para me surpreender com um roteiro que eu poderia gostar. Quero ser surpreendida com a viagem que mais lhe chamou a atenção e o por quê, se quiser compartilhá-la, claro.

        Beijos, peregrino.
        Déborah.

      • Olá Deborah

        desafio aceito. Vou preparar um roteiro para tentar te supreender.

        Vamos ver se você e os outros leitores aprovam meu roteiro.

        Aguarde, em breve seu roteiro estará no ar.

        beijos

        Eder

  8. Eder, recebemos muitos pedidos de rotas e não fazemos em virtude de acharmos chato e de grande responsabilidade.
    O que fazemos e já se tornou uma prática são as visitas que recebemos pedindo dicas e algumas orientações e tal, que só fazemos informalmente e sobre lugares que visitamos.
    Parabéns pela matéria e vamos acompanhar as interações.

    • Seu comentário não poderia faltar.

      Dicas são sempre bem vindas. Tem muita gente que gosta, mas to contigo roteiro ao pé da letra é chato mesmo.

      Não esqueci de sua promessa de fim de ano. Não é a de emagrecer, não, rsrsrsrs. To brincando. A promessa de nos visitar aqui em Sampa.

      estamos esperando

      abraços
      Eder

  9. Olha, estou vivendo esta experiência aqui no México, estou lendo sobre a cidade e o que o povo faz! Como tenho um bom tempo por aqui, posso expimentar um pouco de tudo!
    Sobre roteiro eu nem ligo muito, faço sempre uma pesquisa sobre o local para saber o que tem de interessante, procuro usar o transporte “A PÉ” na maioria dos casos.
    Mas pensando em viagens curtas, acho que sempre vale uma boa pesquisa, mas esta tem que ser baseada em gosto pessoal, pois o que é legal para uns pode não ser para outros!

    Abraço.
    Marcos

    • Fala mexicano

      falou bem, andar a pé é fundamental para conhecer o lugar.

      A viagem nunca é curta, o tempo é que é. Aprendi uma coisa se o tempo é curto vá a pouco lugares e os conheça a fundo.

      grande abraço

      Eder

  10. Acredito que a primeira pergunta é:quem sou eu? qual momento estou?
    a partir daí escolho se vou com ou sem roteiro.
    Hoje sou capaz de listar dez vantagens de usar um belo roteiro, como também, posso identificar outros benefícios de passear sem roteiro algum.
    Eu Alexandre amante do ciclismo em todas as suas possibilidades prefiro uma viajem artesanal, que contém todas as possibilidades.Por exemplo, sair do Brasil com estadia e passeios já programados na cidade de chegada, vantagem: se quebrar a bike existe tempo hábil para consertá la. Depois sim sai para a maior aventura aproveitando cada momento criado com a maior alegria possível, enfim …. falei demais … bom é isso
    Um forte abraçoi
    Ale
    bjs na filhota

    • Grande Ale

      viajar de bike é sempre flertar com o imprevisto, por isso adorei conhecer Portugal e Espanha em cima da magrela.

      Planejamento 0%, sensação de liberdade 100%. Recomendo a todos um dia fazer isso.

      beijo dado na Amélie

      abraços

      Eder

  11. Eu gosto de escrever e ler roteiros para ter ideia do que fazer. Acho que dificilmente alguém segue a risca. Mas não duvido que tenha gente que siga sim, porque não facilitar a vida de quem está com preguiça ou sem tempo? Também acho que vendo meus roteiros, os amigos leitores me conhecem mais. Aquela é a Carol que adora museus, podem se identificar mais comigo ou com o blog. Afinal o blog é um espaço para relatar histórias pessoais. Mas entendo seus argumentos e concordo com a maioria!

    • Olá Carol
      como você mesmo disse tem gente sim que segue o roteiro a risca, eu mesmo conheço muitos devotos do Lonely Planet que só fazem o que a “bíblia” manda. Mas como diria minha mãe: o que seria do azul se todos gostassem do amarelo? Se pare eles está bom. Só acho que perdem muitas oportunidades de verem e conhecerem o novo.

      valeu por nos enviar sua opinião

      bjs

      Eder

  12. Sempre pensei em escrever um post assim, mas não tinha achado as palavras exatas como você. Eu também compartilho da mesma opinião. Quando escrevo um post minha preocupação maior é falar sobre o lugar, bem como a emoção de estar ali. Sempre defendi que um post deve ter a intenção de motivar a pessoa a conhecer o lugar. Nunca me preocupei muito com roteiros, na maioria das minhas viagens eu tenho uma idéia do que irei ver, mas nunca saio com nada fechado e previamente estabelecido justamente por isso. Mas, por um outro lado há pessoas que gostam de ter roteiros estabelecidos antes de partir, por isso acho que devemos levar em consideração na hora de escrever um texto. Enfim, o assunto rende um bom debate e acho que não há certo e errado, apenas modos diferentes de se enxergar uma viagem. Parabéns pelo post!

    • Oi Lu
      que bom que você gostou do post e também que existem mais pessoas que já pensaram neste tema, assim me sinto mais normal, rsrsrs.
      Escrevo meus posts baesados nas emoções, histórias engraçadas, fatos vividos também para quem gosta de roteiros. Nada impede de quem ler meus posts pensar: super legal este local, mas queria mais informações práticas (roteiro). Basta escrever uma mensagem e terei grande prazer e passar a “ficha técnica” do local.

      te esperamos no próximo encontro

      bjs

      Eder

  13. Fala Eder,

    Fico super feliz quando vejo que alguém acertou em cheio em um artigo. Polêmico para gerar discussões que ajudem o leitor a encontrar um novo caminho para suas viagens, buscando experiências diferentes.

    Concordo com seu ponto de vista, pois em minha viagem de volta ao mundo, geralmente nem sei onde irei dormir no dia seguinte. No Havaí, por exemplo, dei carona para um casal e acabei dormindo em uma casa da árvore. Totalmente inusitado mas são dias assim que fazem todo o esforço valer a pena.

    Contudo, é essencial continuar escrevendo os roteiros, pois é assim que os leitores podem compilar as dicas de vários blogueiros e criar seu próprio roteiro.

    Grande abraço

    • Fala Guilherme

      é a história da carona e da casa da árvore que quero ver nos blogs. Deve ter sido demais e daria um ótimo post pro seu blog.
      Não abomino roteiros e servem sim para pegar dicas, mas na minha opinião param por ai.

      Fazer seu próprio roteiro ou até viajar sem um é bem mais legal.
      Ótimo que você tenha gostado do tema.
      abraços e continue nos acompanhando

      Eder

  14. Muito bom o tema do post Eder!

    Concordo plenamente com você. Os roteiros prontos são interessantes apenas para se ter uma ideia dos atrativos e pontos de interesses das cidades por onde você vai passar. Não dá para seguir como se fosse um fórmula mágica.
    O ideal é usar as informações de diferentes roteiros e criar o seu próprio. Não é porque uma determinada cidade tem uma estádio de futebol mais famoso do mundo ou um museu de 17XX que você obrigatoriamente precisa conhecer o local, pois você pode não gostar de futebol e também não entender nada de obras e arte, podendo configurar seu próprio roteiro de acordo com suas afinidades.
    É por isso que, pessoalmente, não gosto de pacotes fechados e nem roteiros prontos. Prefiro criar meus próprios roteiros, com os quais posso interagir com moradores locais e conhecer pontos turísticos que são de meu interesse, tornando a viagem única e inesquecível.

    Abs,
    José Henrique

    • Grande trilheiro
      não conheço nada de informática, mas a viagem deve ser algo como o Linux, cada um dá uma sugestão pro negócio ir melhorando cada vez mais.

      Não precisamos invetar a roda, mas também não devemos copiá-la. Sua viagem deveria ter sua cara, com seu toque especial.

      grande abraço e continue nos acompanhando

      Eder

  15. Concordo 100% contigo Edao! Pra ficar seguindo livro, melhor ver Discovery Chanel!!!

    • Fala maluco

      por onde anda?
      Discovery é legal, mas ver as cheetas caçando um springbok ao vivo na nossa África é muito mais.

      Descubra sua própria viagem amigão

      abraços

      Eder

  16. Concordo! Nos nossos roteiros (quando fazemos) sempre dizemos para tomarem como base, e que cada um tem que escolher o que gosta dentro daquilo que fizemos, afinal, são apenas dicas, que podem ser boas pra mim e ruins pra você, não é mesmo?
    Mas isso vai do leitor, se ele sabe realmente usar nossas dicas ou não, só copiar.

    Beijos!!

  17. OI Eder,

    Somos fãs do seu blog e para variar sempre tem textos que nos levam a reflexão. Os roteiros representam um norte para os viajantes que procuram conhecer o máximo possível do seu destino antes da viagem. Nós por exemplo, montamos um rascunho de roteiro antes de viajar, selecionamos os lugares que nos interessam e por sempre ter um tempo limitado, temos que simular o período gasto com as atrações e nesse momento é que esses textos nos ajudam. Em todas as viagens sempre saímos fora do previsto, não abrimos mão de conhecer a cultura local, de comer em lugares nunca visitados, de frequentar o lado B da cidade, de andar de metrô sem rumo e é isso que faz de nossas jornadas únicas. Em Dubai só tínhamos 10 horas para tentar conhecer a cidade e confesso que os roteiros nos ajudaram e muito. Acredito que essas pessoas que gostam de seguir cronogramas minuto a minuto escolhem empresas que vendem pacotes, com guias e excursões. Em nosso blog costumamos fazer relatos de nossas experiências, dicas que julgamos valiosas aos leitores, mas recebemos muitas solicitações para descrever roteiros de nossas viagens e planilha com os custos. Se isso ajuda as pessoas, então teremos atingido o propósito do blog.

    Beijos!!!!

    • Oi Andrea

      vocês estão é devendo uma visita ao nosso Encontro dos Viajantes. Queremos que vocês contem a todos as histórias das Maldivas, isso é que me faz vibrar com uma viagem e não os roteiros. Claro que visito pontos turísticos, mas assim como vocês sempre reservo um tempo para fugir do trivial.
      Usem roteiros, mas não os sigam com bíblias.
      Continuarei escrevendo sobre minhas histórias e quem quiser informações de roteiro é só perguntar.

      beijos

      Eder, Fabiana, Paulo, Carol e Amélie

  18. Olá Eder,

    Concordo com vc… Gosto de olhar os roteiros somente para ter uma idéia do lugares que são próximos para planejar o que posso fazer quando visitar um lugar, mas a sequência em que será feita isso só eu decido.

    Acredito que o bom da viagem é realmente os imprevistos que acontecem e acabam nos levando para outros lugares e até conhecendo pessoas o que normalmente não aconteceria seguindo um roteiro. Com isso também acontecem as histórias engraçadas que temos para contar quando voltamos. =D

    Parabéns pelo post.

    abs,
    Juliana

    • Olá Juliana

      se quando você voltar da viagem tiver um monte de histórias só suas pra contar, já valeu cada centavo gasto na trip.

      Você captou exatamente a essência do post.

      continue nos acompamhando

      beijos

      Eder

  19. Eder,
    Minha visão dos blogs de viagem é similar: relatar minhas experiências pessoais (em negrito) e publicar dicas que considero úteis. Os leitores devem sempre ter livre arbítrio para seguir ou não. Em vários aspectos teu artigo me remeteu à necessidade que todos temos de equilibrar um bom planejamento prévio com o prazer de descobrir o inusitado.
    Grande Abraço
    Jodrian

    • Fala meu amigo
      concordo contigo. Quero ver sua personalidade no blog. Se quiser detalhes técnicos (horários, preços, etc) eu pergunto ou jogo no google.

      abração

      Eder

  20. Olá, ótimo post. tudo que vc escreveu faz sentido. Vivi isso recentemente. Conheci o Rio e no ultimo dia decidi ficar mais um pouco porque estava muito boa a viagem e decidi ir a praia sozinha, havia ido no dia anterior com amigos e só perguntei a um conhecido que onibus pegar a achei que tava tudo certo. Chegando perto de Ipanema, me confundi com a paisagem e desci perto da Lagoa Rodrigo de Freitas (não sabia que estava a 3 quadras da praia). Decidi aproveitar que tinha me “perdido” e dei uma volta na lagoa. Não sabendo onde estava, fui pegar um onibus (rs) pra continuar a viagem e chegar a praia. O motorista do primeiro onibus que tentei pegar me falou: – moça a praia fica logo ali. Resolvido subi pela Vinicius de Moraes e pronto, alguns minutos estava na praia. Adorei ter me perdido rs

    • Conheceu um monte de gente, um lugar que não estava programado e ainda aprendeu a se locomover a pé pela cidade.

      se perder durante as viagens é muito divertido

      beijão Luciana

      Eder

  21. Conversas sobre roteiros me lembram a velha discussao entre “viajante” e “turista”!

    Como eu queria que todos que viajam saissem de suas zonas de comforto. Aceitassem mais riscos. Fossem mais espontaneos. Experimentassem couchsurfing!

    Nao lembro de escrever um roteiro e falar em qual restaurante ir, ou qual onibus tomar…algumas coisas sao omitidas de proposito! Se vira negao!

    Porem nosso tipo de viagem com certeza nao e para todos. E e muito seguro e comfortavel seguir “dicas” de amigos, especialistas e guias!

    • Fala Fabinho
      posso te chamar assim né, afinal seus amigos te chamam assim e acho que já somos amigos virtuais.

      Cara, você é nossa alma gêmea de viagem (minha e da Fabi minha esposa). Sair da zona de conforto, aceitar riscos, ser espontaneo vale não só para viagens. Vale também para sua vida pessoal. Quem largou tudo para morar no Quênia e Cazaquistão só pode ter o espiríto livre.
      Couchsurfing é sempre uma recomendação minha a todos. Diante do desconhecido me atrai mais a curiosodade do que o medo.

      Cada um cada um. Como disse isso não é pra todos, o que não nos faz melhores nem piores, apenas diferentes e bota diferentes nisso, até meio esquisitos e loucos.

      grande abraço

      Eder

      • Opa Eder!
        Pode chamar de fabinho sim! somos amigos virtuais e viajamos de maneiras muito similares! Sempre bom conhecer brasucas assim!

        Torcemos que todos aceitem e tenham experiencias mais reais…e nao apenas fotos de pontos turisticos conhecidos. Que facam sua propria viagem! Mas quem sabe se viajando mais, as pessoas nao veem que dificil nao e, e q viajar e mais do q seguir um passo a passo?!?!

        Abracos!

      • Olá Fabinho

        concordo 100% contigo. Sou apaixonado pela África e sempre falo a todos os viajantes: se as pessoas soubessem como é lindo este continente, com certeza eles teriam muito mais turistas. Mas isso é do ser humano, todos icluindo nós sempre temos um pouco de medo do que é novo e diferente.

        A diferença é que nós deixamos o medo de lado e encaramos as viagens digamos mais desafiadoras.

        grande abraço e continue nos acompanhando

        Eder

  22. Muito bom, Eder! Parabéns pelo post.
    Me fez olhar pra isso de um modo que olhei discretamente enquanto morava na Europa: “o sem roteiro às vezes é melhor que o roteiro”.
    Acho que tudo depende dos motivos pessoais e objetivo de cada viagem, mas seu ponto tá bem claro, não vou nem discutir!

    • Grande Rafa
      você disse tudo depende da cada um. Não existe certo nem errado. Este é o jeito que eu mais gosto de viajar e talvez não seja legal para outras pessoas.
      O mais legal é que você gostou do que escrevi, independente se concorda ou não.

      Aparece no próximo encontro dos viajantes.

      abraços

      Eder

  23. […] que o turismo cresce, as atracões artificiais e as experiencias falsas também crescem muito. Roteiros são demasiadamente utilizados, atracões naturais são preteridas por grandes resorts, passar um dia em uma cidade agora […]

  24. […] Olá viajante! Encontrou o que procurava? Talvez queira assinar nosso RSS feed para receber nossas novidades. Se preferir, receba nossas atualizações por email. É grátis!!!Fazer uma viagem a Nova Zelândia sempre foi um sonho que parecia bem distante de ser realizado. Quando decidi embarcar nessa aventura, claro que fiz pesquisas e tinha ideia do que viria pela frente. Porém, sou adepto de encarar uma viagem com o objetivo de explorar cada país, sem roteiro ou guia de viagem. As experiências mais marcantes acontecem por acaso, como uma divina surpresa que bate em sua porta. O Eder, do blog Quatro Cantos do Mundo, escreveu sobre o tema no artigo Porque não gosto de escrever roteiros de viagem. […]

  25. Organização talvez seja o passo e o quesito mais importante na montagem do roteiro. Logicamente que dá para fazer uma viagem sem um roteiro muito bem definido (já fiz uma para o Chile), mas mesmo assim é muito importante ter um ideia de onde ir e lugares legais para conhecer, caso contrário o risco de algo dar errado aumenta.

    • Olá James
      você disse tudo, basta ter uma vaga idéia de onde ir e o mais legal é mudar de planos e conhecer lugares e pessoas nunca imaginados.

      grande abraço

      Eder

  26. […] começo do ano escrevi o post Porque não gosto de escrever roteiros de viagens que gerou muita polêmica e comentários no blog. Muitos concordaram, outros não gostaram muito, […]

  27. […] Porque não gosto de escrever roteiros de viagens […]

  28. […] não gostar nem um pouco dos roteiros tipo receita de bolo (até já escrevi sobre este assunto em: Porque não gosto de escrever roteiros de viagens), não poderia privá-los de conhecer este […]

  29. […] na sua viagem | LINK 21. @4cantos_mundo | porque não gosto de escrever roteiros de viagens | LINK 22. @4cantos_mundo | volta ao mundo não acabou – o vendedor de kebab – turquia | LINK 23. […]

  30. […] de conhecer pessoalmente no WTM realizado em São Paulo. Pergunta: Como você escreve um post Porque não gosto de escrever roteiros de viagens e seu blog tem varios roteiros. Resposta: Primeiro que alguns dos roteiros do blog foram escritos […]

  31. […] Porque não gosto de escrever roteiros de viagens […]


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