Publicado por: patoeconomico | 22/04/2012

O Pato encantador de elefantes – Chiang Mai – Tailândia

Os americanos vão a Disney. E os Tailandeses ao Centro de Conservação do Elefante. Em pleno domingo, esta é uma atração local, onde nós éramos os únicos ocidentais. Para quem curte animais ou viaja com os pimpolhos este Centro é uma atração imperdível e muito econômica. Ao invés de pagar os cerca de 100 dólares que as agências cobram pelo passeio, aqui por menos de 15 dólares duas pessoas compartilham uma inesquecível volta de meia hora. Além disto, você vai ficar lado a lado com estes simpáticos animais, literalmente sentindo sua respiração, vai conhecer mais sobre a história do trabalho dos elefantes e ainda estará contribuindo com uma ONG de preservação e guarda destes simpáticos bichos.

Ernesto, o pato econômico, na entrada do Centro de Conservação do Elefante

Vamos voltar um pouco na história. Até o século XIX o elefante era o grande trabalhador e guerreiro da civilização asiática. Sua força construiu palácios e templos, e nas guerras antigas eles eram autênticos tanques vivos, fazendo dos mahouts ou adestradores de elefantes uma elite da população, sempre reverenciados por reis e generais.

Um dos aspectos mais fascinantes desta profissão é o completo “casamento” entre o tratador e seu elefante, que geralmente dura a vida toda. O adestrador começa cedo e acompanha toda a vida do elefante que dura cerca de 60 anos.  O treinador começa o dia alimentando seu animal e é responsável por acompanhar o estado de saúde, levá-lo ao “hospital” e adestrá-lo desde cedo. Apesar do tamanho, desde cedo os comandos são treinados e a maioria das ordens é dada pela voz e pelo toque como um cachorro grande e dócil. Há uma vara pontuda para o comando, mas ela raramente é usada.

Um elefante precisa aprender cerca de 20 comandos e sinais para fazer o trabalho necessário. O adestrador dá comandos altos e claros e mostra o que ele deve fazer. Se o elefante obedece ao comando, ele é recompensado com uma banana ou pedaços de cana, petiscos preferidos dos elefantes. Depois que são aprendidos os comandos verbais, o condutor se senta no dorso do animal e o ensina a obedecer a seus comandos feitos com os dedos dos pés ou os calcanhares. Assim, para que o elefante ande para frente, ele pressiona atrás das orelhas do animal com os dedões dos pés; para trás, ele pressiona os ombros do elefante com seus calcanhares. Com o objetivo de evitar confusão, os comandos verbais são dados por apenas um adestrador. O elefante aprende todos os comandos em três ou quatro anos, e depois nunca mais os esquecerá.

Mahout pressionando as orelhas do animal com os dedões dos pés

A mecanização da agricultura e as novas técnicas de construção fizeram com que esta técnica milenar sofresse um declínio e muitos elefantes velhos foram abandonados por seus donos. Para abrigá-los e preservar a arte do adestramento foi criado o Centro de Conservação do Elefante Tailandês, uma ONG que cuida destes animais e mostra a glória do seu passado para as futuras gerações. É um autêntico “parque dos elefantes” onde você vai conhecer e interagir com este animal simpático e interativo com o ser humano e que é capaz de ser surpreendentemente delicado apesar de sua força e de seu tamanho.

Uma das primeiras exibições é o show, onde se demonstram as antigas técnicas de trabalho dos elefantes e sua enorme força, pois com sua tromba eles carregam facilmente uma pessoa.  Também são mostrados todos os comandos dos elefantes e a sua delicadeza, quando eles arrumam toras de madeira com total precisão. O final são as curiosas pinturas feitas por elefantes e uma simpática apresentação dos dotes musicais dos paquidermes tocando grandes xilofones. E o mais interessante é que são os visitantes que premiam os bichos pelo trabalho.

Neste caso a delicadeza de um elefante não é uma ironia

No fim do show você ainda recebe um muito obrigado

Você já alimentou um elefante? Por meio dólar você compra uma das iguarias preferidas deles, pedaços de cana, que eles delicadamente pegam com a tromba da sua mão. E claro não pode faltar uma foto. E ainda recolhem suavemente com a tromba uma nota de baht (moeda local) se desejar agraciá-lo ainda mais e a levam para a mão do seu mahout.

O pato econômico se diverte alimentando os paquidermes

A próxima atração é o passeio. Embarque nesta “rodoviária” e se segure bem. Ops, vamos para a água. Mas com o maior jipe da natureza esta é uma tarefa fácil. Você se acostuma ao trote e ao balanço e começa a curtir a natureza como os vários pássaros da reserva. O domador de elefantes vai lhe mostrar alguns comandos e com orgulho lhe diz qual o nome do seu elefante e há quanto tempo cuida dele.

Pit stop em uma rodoviária bem diferente

Vista privilegiada de cima de um elefante

Próxima atração: banho dos elefantes. Pontualmente todos os dias às 9:45 e às 13:15 horas os elefantes seguem felizes e ansiosos guiados pelos seus mahouts (e também, por turistas candidatos a mahouts que realizam o curso intensivo de Home Stay de 2 ou 3 dias no Centro dos Elefantes) para um pequeno lago ao lado do “estacionamento paquidérmico” para a farra aquática. Adoram mergulhar até as orelhas na água ensopando seu mahout até a barriga. E ainda sentem um prazer incrível em fazer “guerrinha de esguicho d´água” entre seus companheiros de banho. Obviamente que ninguém sai seco dessa experiência. E  os visitantes não param de tirar fotos e exclamar ohs….a cada gracinha dos bichos. O banho dura aproximadamente 30 minutos e depois os elefantes seguem satisfeitos para seus nichos para descanso e mais cuidados de seus mahouts e aprendizes estrangeiros.

Que delícia de banho e com direito a guerrinha de água

E você pode finalizar com uma visita a um bebê elefante e sua mamãe.

Gostou? O parque também oferece várias opções de vivência, onde qualquer um vai se transformar num encantador de elefantes por 1 ,2 ou 3 dias. Você vai aprender todos os comandos básicos e até participar do show para os turistas montado num elefante. Só não fiz porque as inscrições estavam esgotadas. Mas se você for conte para nós.  Reservas no site www.thailandelephant.org/en

Como chegar no parque: O parque fica ao lado da estrada entre Chiang Mai e Lampang, há 1 hora de Chiang Mai, e há 45 minutos de Lampang. Nos hotéis há folhetos do centro. Leve a versão em Tailandês e peça ao motorista para descer. No parque há restaurantes e lojas de artesanato.  Não é necessário fazer o passeio com as agências, pois ele é o mesmo que você fará sozinho e custará menos da metade.

Este post foi escrito por Ernesto, o pato Econômico, com fotos de Cibele Fabichak sua companheira de viagens.

Veja Também:

Orfanato de Elefantes – David Sheldrick Farm – Nairobi

9º Encontro: Roteiro de 3 semanas na Tailândia – Parte II – Costa Adaman

9º Encontro: Roteiro de 3 semanas na Tailândia – Parte I – Bangkok


Responses

  1. Ótima dica!!! Ficarei aquardando a próxima.

    Parabêns.

    Reginaldo Tech

    • Olá Reginaldo

      ficamos felizes que tenha gostado do post.

      Ainda esta semana temos novo post no blog. Não perca.

      abs

      Eder

  2. […] O Pato encantador de elefantes – Chiang Mai – Tailândia […]

  3. […] O Pato encantador de elefantes – Chiang Mai – Tailândia […]

  4. […] um curso de Mahout e tomar um banho com os gigantes (informações adicionais no post do Pato: O Pato encantador de elefantes – Chiang Mai – Tailândia). Como tenho um gosto peculiar para aventuras estava aprendendo a subir no elefante pela tromba e o […]

  5. Ernesto, pretendo ir a tailandia em fev/2013 e gostaria de te perguntar se o centro de elefantes que você visitou tem elefantes pintores. Grata

    • Renata
      Neste Centro existem elefantes pintores, e estão incluidos no ingresso.
      Boa viagem para a Tailandia, e não esqueca a vacina contra a febre amarela.
      Pato

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  12. Oiê!

    Mas você pode dar banho nos elefantes também ou só assistir?

    Bjs
    Talita

    • Ola Talita
      na Tailândia se pedir com jeitinho tudo é possível. Sim você pode tocar os elefantes.

      abs

      Eder

  13. Talita, e tranquilo, voce pode ficar bem perto dos elefantes e eles são bem acostumados com pessoas.


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