Publicado por: Eder & Fabi Rezende | 16/09/2012

No topo da África – KILIMANJARO – Dia 3: Cadê meu passaporte?

Dormimos com chuva e azarados e acordamos com sol e com boa sorte que não era o cozinheiro devemos deixar claro. Corremos para fora da cabana e estendemos todas as roupas molhadas ao sol, mas a maior preocupação eram com as botas pelos motivos já citados no segundo post desta série.

Secando as roupas molhadas do dia anterior

Adiamos ao máximo o início da caminhada, até que nosso guia não nos deu mais opção. Logo após a primeira subida, Eduardo disse ter esquecido o passaporte na cabana. Após levar uma bronca do guia, pois sua sugestão era deixar o mesmo no cofre do hotel, ambos desceram para procurar o que nunca deveria ter saído de sua cintura: o money belt que protegia o passaporte. Lá de cima eu e Normando observávamos como Eduardo subia a íngreme ladeira todo sorridente, Havia encontrado o que procurava.

Muito acima das nuvens e apenas na metade do caminho

Esperando por Eduardo

Neste dia foram dez quilômetros de caminhada por uma paisagem cada vez mais desértica e menos verde até os 4.700 metros de altitude de Kibo Huts, mais conhecido como base camp. Com a vegetação também sumia o oxigênio para nossos pulmões; as roupas de frio começaram a sair da mochila e os dez quilômetros mais pareciam ser trinta. Dica de ouro: é fundamental beber pelo menos três litros de água por dia para minimizar os efeitos da altitude. Sua freqüência de idas ao banheiro aumentará bruscamente, mas melhor um xixi em hora inconveniente que uma dor de cabeça persistente. Desde o segundo dia bebíamos água fervida, o que numa avaliação prévia parece ser ótimo, mas na verdade não era. A água é fervida na mesma panela em que se prepara a comida e como não podia deixar de ser tem um sabor horrível de óleo de cozinha. Dica de ouro: beba o quanto puder desta água prendendo a respiração, assim você mata a sede e evita a sensação de estar bebendo uma coxinha frita. Outra alternativa é levar pastilhas para desinfecção da água, assim ela não precisa ser fervida.

Vegetação bem diferente antes de entrarmos de vez no deserto

Imponente esperando por nós

Os últimos metros de aclive até o camping foram sofridos. Nossa tática era mirar uma pedra e caminhar até ela, depois mais uma cinco metros à frente e assim pole pole (devagar) alcançamos os 4.700 metros super cansados e pensativos. Se até aqui foi assim, será possível alcançar o cume?

Pura pedra e terra. Nem cactus sobrevive aqui

Após um chá de boas vindas deitamos por cerca de duas horas até as cinco da tarde quando o jantar foi servido. Na altitude falta ar e também apetite, comemos bem pouco. O pessoal ainda foi conferir o banheiro e constatar que perderam o “luxo” de uma privada para ficar só com um buraco no chão. Tem que ser bom de mira nestas horas.

Cada um tomou uma aspirina e cama. Dica de ouro: aspirinas ajudam a aliviar a dor de cabeça que todos sentiam devido ao mal de altitude, não esqueça a suas.

Nosso guia nos aconselhou a permanecermos deitados (poupando energia) mesmo que não conseguíssemos dormir. Nosso dia D começaria na hora zero. Em repouso ouvia meu coração bater acelerado, querendo sair pela boca e não era ansiedade. O ar rarefeito me fazia experimentar sensações nunca vividas antes. Pouco dormi pensando como seria o dia tão sonhado de chegar ao topo, mas esta história fica para o quarto post da série.

Kilimanjaro nos olhando de rabo de olho em tom desafiador

Veja Também:

No topo da África – KILIMANJARO – Dia 1: Pole Pole

No topo da África – KILIMANJARO – Dia 2: Boa Sorte?

No topo da África – KILIMANJARO – Dia 4: Só o cume interessa


Responses

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  3. Acho que ninguém consegue dormir direito neste dia que antecede a subida final. Ótima foto panorâmica.
    Abração
    Jodrian

    • Realmente meu amigo

      a adrenalina é grande, afinal foi muito tempo de preparação e todos querem a tradicional foto no Uluhuru peak.

      abs

      Eder

  4. Sem chance para o meu coraçãozinho. Abraço

    • Grande João

      você fica somente com as emoções dos nossos relatos. Já é um adrenalina e tanto.

      grande abraço

      Eder

  5. Não vejo a hora de ler o próximo post. Eder, como sempre você nos preende a atenção com seus relatos maravilhosos!!!
    Parabéns pelo post.

    • Olá Pamela

      legal que tenha gostado. Os próximos não demorarão muito.

      esperamos ver vc e Reginaldo no próximo Encontro.

      bjs
      EDer

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