Publicado por: Eder & Fabi Rezende | 24/02/2013

As frases que mais marcaram nossa Viagem de Volta ao Mundo

Já escrevemos sobre vários assuntos relacionados a nossa Viagem de Volta ao Mundo. Temos dois posts só sobre dicas para quem quer cair na estrada, mais dois sobre as cervejas que encontramos em nossa aventura, os gelatos mais deliciosos que provamos também mereceram um post a parte, o importante tema de como levar dinheiro em uma viagem tão longa também não foi esquecido, outro  tema lembrado e de igual relevância é o post sobre que calçado levar em sua mochila e até dos sentimentos que vivemos, nós engenheiros conseguimos escrever. Sem falar dos três posts sobre os cartazes mais bizarros e engraçados que fotografamos. Mas nunca pensamos em escrever sobre algo que até hoje lembramos e é motivo de brincadeiras entre a gente:  as célebres frases que falamos ou escutamos durante nossa Viagem de Volta ao Mundo.

O Mundo em frases

O Mundo em frases

As frases abaixo estão entre aspas com o nome do autor ao final delas e uma breve explicação do contexto onde foram ditas para que vocês que não participaram da viagem (in loco porque todos vivenciam nossas viagens através dos posts) possam entender melhor o significado das mesmas.

Vamos a elas:

“Onde há fome não há amizade” filósofo moçambicano

Acordamos as 3 da manhã para pegar um machimbombo (ônibus) que sairia as 4. Começamos a viagem as 5 e depois de quinze minutos nosso meio de transporte já estava quebrado. Após uma longa espera pelo conserto, com o sol a pino passageiros brigavam com o motorista e cobrador para tentar reaver o dinheiro das passagens que estava todo no tanque do machimbombo em forma de gasolina. Neste momento um passageiro a quem até hoje chamamos de filósofo moçambicano disse a frase acima. Fomos todos almoçar e resignados com o “casamento” sem direito a divórcio com o machimbombo a paz voltou a reinar.

“O ser humano se acostuma com tudo” Eder e Fabi

Depois de viajarmos por 16 meses ao redor do mundo muitas vezes em condições adversas concluímos que o ser humano tem uma tremenda capacidade de adaptação e acaba se acostumando com qualquer tipo de meio ambiente, até os mais inóspitos. Iniciei a jornada com 5 camisetas, sendo uma a do pijama, terminei com 3, algo inconcebível para a maioria dos seres humanos. Pedalamos 90 quilômetros em um só dia, algo que acreditávamos só ser possível para profissionais (com menos de 15 dias de treinos). Dormimos por duas vezes na rua, sem nenhum abrigo e hoje não consideramos um absurdo.

“Só gosta de pobreza quem não tem” Eder e Fabi

Esta frase surgiu após observarmos como os europeus (não todos, aqui estamos falando de alemães, escandinavos e franceses em sua maioria) adoram um tipo de tour para visitar favelas ou tribos que vivem mergulhadas na pobreza  e em precárias condições de vida. Nós brasileiros que conhecemos esta situação de perto não temos interesse nestes tipos de passeio e por muitas vezes nos sentimos muito constrangidos tanto em participar destes tours como em fotografar livremente as pessoas que vivem nestes locais.

“Cairo is the Hell” amigo japonês que encontramos em Dahab

Este japonês que encontramos em Dahab (cidade a beira do Mar Vermelho no Egito) nos contou de suas dificuldades quando passou pelo Cairo, o que exemplifica bem o choque de culturas tão diferentes como a egípcia e a japonesa. Ao pegar um táxi no Cairo o motorista o enganou por duas vezes. Primeiro cobrou 50 libras egípcias por uma corrida que não sairia por mais de 10. Depois deu de troco uma nota de 50 para o pagamento que foi feito com uma nota de 100. Uma simples conta de cabeça mostra que o troco foi correto. Sim seria correto se o motorista devolvesse uma nota de 50 libras, mas ele deu ao pobre japonês uma nota de 50 piastras (centavos).

“Cold drink sir, just one dollar” crianças vendedoras nos templos de Angkor Wat

Quem já visitou os templos de Angkor Wat em Siem Reap no Camboja sabe do que estamos falando. São centenas de construções na antiga cidade da civilização Khmer. Na saída de cada uma delas há uma criança com sua voz fina e estridente repetindo a mesma ladainha da venda de água e refrigerante.  O filme abaixo ilustra exatamente o que acontece.

 

“Good morning sir” qualquer habitante do sudeste asiático

Seja na Tailândia, Malásia ou qualquer outro país da região os habitantes locais insistiam em tratar nossa amiga dinamarquesa Vini por “sir”. Mesmo sabendo que eles não faziam por mal, mas apenas por ignorância do idioma inglês isso gerava uma fúria incontrolável em nossa amiga e sua resposta era sempre a mesma a seus interlocutores: “ I am not a sir, i am a lady”.

“Nada na vida é para sempre” Eder e Fabi

Esta frase surgiu depois de percebermos que você pode se aventurar na realização de seus sonhos, mudar sua vida em um giro de 180 graus, seja viajando pelo mundo, mudando de profissão, se apaixonando por alguém que vive em outro país ou largando tudo para viver naquela praia deserta que você sempre sonhou. Mas que outro giro de 180 graus só depende de você e é possível mudar de rumo novamente, voltar a viver uma vida que pessoas “normais” dizem ser “normal”. Nós mesmos apesar de voltar a viver como antes de nossa Viagem de Volta ao Mundo, ainda somos vistos pela maioria da sociedade como um tanto esquisitos. Não se preocupe com o que os outros pensam, pois  Nada na vida é para sempre.

Na vida nada é para sempre

Na vida nada é para sempre

“El último de 4.20” cubanos em geral

Em Cuba costumamos dizer que o regime é o socialismo latino. Um socialismo adaptado aos costumes latinos e bem diferente do que já ocorreu nos países do leste europeu um dia. No ponto das guaguas (ônibus) não há formação de filas, afinal ficar parado em pé em uma fila apesar de bem socialista (igualdade entre todos) não se encaixa no perfil do mínimo esforço de nós latinos. Assim eles inventaram a fila virtual. Ao chegar ao ponto de ônibus eles gritam:  El último de 4.20, o de qualquer outra numeração de ônibus e logo já sabem atrás de qual pessoa devem entrar na fila quando o ônibus parar no ponto. Só um detalhe: nem sempre a fila é respeitada.

“Buen camino” peregrinos do Caminho de Santiago

No Caminho de Santiago não se diz bom dia, boa tarde ou boa noite. A saudação oficial seja você peregrino ou não é sempre  Buen camino.  Até hoje quando reencontramos nossos companheiros de Caminho de Santiago ainda nos despedimos com um  Buen camino.

Não importa sua nacionalidade é sempre Buen Camino

Não importa sua nacionalidade é sempre Buen Camino

“Buongiorno, hai dormito bene?” proprietária do affittacamere de Assis

Affittacamere significa aluguel de quartos e é uma ótima dica para quem viajar pela Itália principalmente em cidades pequenas como Assis. Todos as manhãs éramos recebidos por esta simpática senhorinha com a mesma pergunta e bom humor. Impossível começar o dia com o pé esquerdo com este bom dia.

“O mundo não passa de uma pequena vila” Eder e Fabi

Quando era criança via na ACAE (associação da colônia japonesa em Presidente Prudente) documentários sobre Japão. Na época para mim ir ao Japão era quase tão difícil quanto visitar a lua. Hoje depois de uma Volta ao Mundo no currículo nenhum lugar parece tão distante e cruzar o mundo para conhecer o Oriente como fez Marco Polo pode ser comparado a passar um fim de semana em Campinas.

Veja Também:

Dicas para planejar uma Viagem de Volta ao Mundo

Dicas para Planejar uma Volta ao Mundo – Parte II

Que calçado levar em sua Viagem de Volta ao Mundo?

Como levar dinheiro em sua Viagem de Volta ao Mundo

Os sentimentos que experimentamos durante nossa viagem de volta ao mundo

A Volta ao Mundo em 10 Cervejas

Mais 10 cervejas marcantes da nossa Viagem de Volta ao Mundo

A Volta ao Mundo em 6 Gelatos

Os cartazes mais bizarros que encontramos durante nossa viagem de Volta ao Mundo – Parte I

Os cartazes mais bizarros que encontramos durante nossa viagem de Volta ao Mundo – Parte II

Os cartazes mais bizarros que encontramos durante nossa viagem de Volta ao Mundo – Parte III


Responses

  1. Excelente post!!! A minha frase na viagem foi: HAKUNA MATATA!!!!

    • Fala grande

      HAKUNA MATATA E POLE POLE também foram muito marcantes para nós. Live Africa.

      abs e boa jornada

      Eder

  2. “Nada na vida é pra sempre” é perfeita! Virei fã de “só gosta de pobreza quem não tem….” rs Muito legal o post. Abraço.

    • Olá Elaine

      Vivemos na pele o “Nada na vida é para sempre”, nossa viagem acabou, snif snif, mas assim como ela acabou vai voltar um dia.
      O “Só gosta de pobreza quem não tem” na verdade nasceu de uma observação que fizemos dos gringos e acho que eles tem curiosidade pelo novo, assim como nós. Por exemplo eles nem ligam para neve e a gente quando vê pela primeira vez fica encantado. Eles amam manga e para gente é algo tão comum.

      é isso ai

      bjs

      Eder

  3. Super curti.
    Vou levar um caderninho para anotar pensamentos de minha Eurotour!

    • Olá Andreza
      seu caderninho será um bom companheiro de viagem. A gente acaba esquecendo um monte de coisa legal que vivemos e o nosso (caderninho) nos ajuda a relembrar de tudo.

      bjs e boa viagem

      Eder

  4. Queridos, adorei o post!

    Me identifiquei com o “El último de 4.20” dos cubanos. Me lembro da fila virtual, esta que eu presenciei em alguns lugares além do ponto de ônibus. Me marcou o dia em que tive que ir ao banco em Havana e esperá-lo abrir pra trocar uma nota rasgada que me deram de troco e havia uma imensa fila na porta e nada organizado, porém me informaram quem era o último e inacreditavelmente respeitaram a ordem.

    “O mundo não passa de uma pequena vila” é uma boa frase quando também lembro da minha infância e achava tudo muito impossível. Hoje, acabo mostrando fotos dos locais e contando histórias aos meus alunos, para que eles descubram que esse mundão realmente não passa de uma pequena vila.

    Beijo!
    Vanessa

    • Oi Aguilera

      eu sempre falo a todos que converso que Cuba é um mundo a parte dentro do nosso planeta que todos deveriam conhecer antes que acabe. Que lugar mais diferente né.

      Nos dias de hoje cada vez mais o mundo se torna mais e mais uma vila. A tecnologia aproxima as distâncias e os antigos exploradores como Marco Polo teriam vida fácil se vivessem em nossa era. Mas o legal mesmo deve ser passar todo este conhecimento para as crianças. A Amélie já adora quando a gente fala de nossas aventuras.

      grande beijo

      Eder

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