Publicado por: Eder & Fabi Rezende | 30/06/2013

Ensaio: Como viajar com crianças

O objetivo deste post é passar aos leitores um pouco da nossa curta experiência em viajar com crianças, afinal a Amélie só tem um ano e meio. Apesar disso, neste pequeno espaço de tempo ela já fez oito viagens. Uma média de uma viagem a cada dois meses. Descreveremos nossos erros e acertos, dificuldades, dicas e algumas premissas que acreditamos serem verdadeiras quando o assunto é viajar com crianças.

Nossa primeira premissa é que toda criança é um livro em branco e portanto com muitas histórias a serem escritas. Cabe justamente aos pais a árdua mas prazerosa tarefa de ajudá-los a escrever esta história. Assim se a família gosta de contato com a natureza durante as viagens, ensine seu filho a apreciar este tipo de viagem desde sempre. Família que viaja unida permanece unida. A Amélie já come gorgonzola como se fosse mussarela, porque nós, os pais, escrevemos no livro dela que era gostoso. Simples assim. Escreva no livro do seu filho que o tipo de viagem da sua família é legal. Sempre tomando o cuidado de deixá-lo experimentar novos tipos de viagem, afinal o livro não é só seu e será escrito por quatro, seis ou oito mãos. Quanto mais crescida a criança menos ajuda ela precisa para escrever sua própria história. Nenhum extremo é benéfico a família e se você deve abrir espaço para opinião dos pequenos, cuidado para que eles não ocupem todo o espaço oferecido. Não faça de seu filho um Pequeno Imperador onde os pais são os súditos prontos a atender todos seus desejos. Lembre-se de uma frase nossa: “A criança foi a última a chegar, assim ela deve se adaptar aos hábitos familiares e não o contrário”.

Vamos ajudá-los a escrever as primeiras histórias de viagem

Vamos ajudá-los a escrever as primeiras histórias de viagem

Crianças do mundo todo gostam de rotina, esta é nossa segunda premissa. Ao contrário dos pais que buscam aventura e fugir da rotina durante as viagens, elas querem continuar com os mesmos horários e atividades do dia a dia. É a rotina que lhes dá a sensação de segurança. Mas como conciliar desejos tão diferentes? Fácil. Basta montar um cenário imaginário onde tudo pareça familiar para os pimpolhos. Algo bem parecido como o que é feito no filme A Vida é Bela de Roberto Beningni, lembram? Pai e filho são levados para um campo de concentração nazista e mesmo assim mantém uma rotina de brincadeiras como se ainda estivessem na segurança do lar. Você não precisa ser tão criativo assim, mesmo porque isso lhe renderia um Oscar. São pequenas atitudes e gestos que trarão o conforto necessário a criança em um ambiente desconhecido. Como por exemplo levar na bagagem seu brinquedo favorito. Não esquecer a naninha na hora de dormir que pode ser um cobertor ou qualquer outro objeto que eles estão acostumados a levar para o berço. O próprio berço é item fundamental na viagem. Impossível diriam os mais céticos. Sempre que podemos levamos o berço de viagem, mas conhecido antigamente pelo nome politicamente incorreto de chiqueirinho. Comparar lugares da viagem com lugares do seu dia a dia também é uma boa técnica. Por exemplo diga: a piscina deste hotel é igualzinha a de casa. Criança com sentimento de segurança é certeza de uma viagem prazerosa.

Além da rotina que pode ser traduzida em sentimento de segurança. Crianças precisam ter suas necessidades básicas atendidas: comer, dormir, totô e pipi. Todos dirão: isso é óbvio e todo ser humano precisa ter estas necessidades atendidas. Correto, mas em graus de intensidade diferentes. Um adulto pode perfeitamente passar um dia sem almoçar sem maiores problemas, a criança não. Um adulto pode virar uma noite sem dormir que no outro dia estará pronto para continuar sua viagem sem problemas. Uma noite sem dormir para uma criança é certeza de birra, mal humor e choro no dia seguinte. Até o número dois a gente consegue segurar por um determinado tempo. Criança faz onde estiver, quando der vontade.

Baseado nestas três premissas você pode viajar com seu filho para qualquer lugar do mundo. Aproveitamos e deixamos algumas dicas do que funciona para nós.

Meio de Transporte

O deslocamento do local em que a família vive até o destino de viagem nunca é prazeroso, a não ser que você esteja viajando pela Pacific Coast Highway ou pela Rota 66 que estão entre as estradas mais bonitas do mundo. Mesmo assim, os pequenos notarão pouca diferença entre elas e a estrada do M´boi Mirim. Assim nossa sugestão é sempre escolher o meio de transporte mais rápido para o deslocamento, usando o bom senso. Por exemplo: você não deveria pagar três vezes mais por uma passagem aérea que diminuirá o tempo de deslocamento em apenas duas horas. Neste caso vá de ônibus, carro ou trem. Tente viajar sempre que possível no horário do sono de seu filho. Esta é uma dica de ouro que experimentamos na prática e poupa a família de vários aborrecimentos como por exemplo reclamações de passageiros em aviões pelo choro da sua cria. Se ele acordar, invente jogos como contar os carros pretos que passam pela estrada. Ande no avião com ele, converse com passageiros e se eles não forem amistosos, converse com as aeromoças, elas são pagas para serem agradáveis.

Uma vez no destino se os deslocamentos forem muito longos para serem feitos a pé, opte por alugar um carro, pois você precisa de flexibilidade. Jamais caia na besteira de contratar um tour. Estes são formatados a necessidade da maioria e você com filho pequeno não faz parte desta maioria. Com certeza o aluguel do carro vai sair mais barato que o tour para toda família.

Sono

O sono noturno como já mencionamos deve ser acompanhado da naninha e se possível do berço de viagem (chiqueirinho), pelo menos nas primeiras viagens. Lembrem-se eles gostam da segurança do lar. Procure respeitar o horário de dormir. Se a criança vai para o berço às nove da noite em casa não há porque mudar durante a viagem. Lembrem-se eles gostam de rotina e seus tempos de balada ficaram no passado.

Berço de viagem sempre presente nas viagens da Amélie

Berço de viagem sempre presente nas viagens da Amélie

O sono diurno é mais complicado de conciliar. Se o destino escolhido requer apenas deslocamentos curtos do hotel, como por exemplo uma praia. Então o ideal é voltar para o conforto do alojamento seja no meio da manhã ou da tarde, ou em ambos. Aproveite a oportunidade e também tire uma soneca. Lembrem-se uma viagem não é uma competição de quem visita mais pontos turísticos.

Já se a distância do local que a família escolheu para aproveitar o dia para o hotel é uma viagem dentro da viagem, então deixamos uma ótima dica. Tem criança que entra no carro e basta uma volta no quarteirão para dormir. Para a Amélie basta sentar na sua inseparável companheira, a Mochila Kid Comfort II Deuter para pegar no sono. Claro se estiver no horário da soneca dela. O balanço da caminhada do pai aliado a almofada para apoiar a cabeça da mochila é um sonífero poderoso para nossa filha. Assim conseguimos evitar a volta ao hotel. Depois basta estender uma toalha ou lençol na beira da cachoeira para ela deitar e os pais podem aproveitar para tomar um banho. Depois de hora e meia, ela acorda pronta para encarar qualquer trilha.

Amélie dormindo em sua inseparável companheira: Mochila Kid Comfort II Deuter

Amélie dormindo em sua inseparável companheira: Mochila Kid Comfort II Deuter

Da mochila para uma toalha no chão e bons sonhos

Da mochila para uma toalha no chão e bons sonhos

Alimentação

O mais importante neste quesito é não deixar de comer. Crianças devem se alimentar pelo menos a cada três horas principalmente se exigidas a um esforço físico maior que do dia a dia. Não se importe se por alguns dias da viagem não puder proporcionar a seu filho uma alimentação tão saudável como a de casa. Ele não desenvolverá nenhuma doença por causa disso. Muita vezes o almoço da trilha é mesmo um sanduíche. Para o lanche dê preferência a frutas secas e castanhas que além de não se deteriorarem facilmente, ainda são saudáveis. Frutas frescas também podem ser adicionadas ao cardápio desde que suportem o sacolejar da mochila. Maçãs e goiabas firmes são boas opções.

No meio da trilha não se culpe por apelar para sanduíches e frutas

No meio da trilha não se culpe por apelar para sanduíches e frutas

Para beber nada melhor que a boa e velha água. Certifique-se da procedência da mesma, pois esta pode ser um vetor de transmissão de doenças. O ideal é mesmo o leite do peito que mata a sede e ainda alimenta. Nem vou citar todas as vantagens propagadas pelos médicos. Outra vantagem do leite materno é que ele é produzido sob demanda e por isso mesmo nunca corre o risco de azedar. Também não ocupa espaço na mochila. Para quem usa a mamadeira o jeito é levar o leite em pó e água filtrada.

Banho

Como levar a banheira do seu filho em uma viagem? Um trambolho difícil de transportar e que ocupa muito espaço seja no porta malas do carro ou no avião. Adapte-se e use a criatividade. Nós escolhemos uma piscina inflável para bebês para ser nossa banheira em viagens. Quando inflada é pouco maior que uma pizza. Vazia cabe no bolso de uma calça. Não esqueçam, estamos tentando reproduzir a rotina dos pimpolhos.

Amélie usando a banheira de viagem como piscina na praia

Amélie usando a banheira de viagem como piscina na praia

É óbvio mas não custa dizer que a água deve estar em temperatura agradável para o contato com a pele e adequada ao clima da região.

Clima

Falando em clima este é outro fator fundamental ao sucesso de sua viagem. Escolha um destino com clima ameno para sua viagem. Dê preferência ao início do outono ou fim primavera que são estações onde as temperaturas são quentes mas dificilmente chegam a extremos. De quebra você se livra das pesadas roupas de inverno. Para quem já tem carregar tanta coisa extra, é uma ótima dica.

Para onde ir

A primeira coisa a se pensar é que a viagem deve ser prazerosa para toda a família e não só para pai e mãe. Portanto escolha algo diferente do dia a dia da criança. Praia pode ser uma ótima opção caso vocês não morem no litoral. Um destino de ecoturismo é outra ótima saída, visto que a maioria dos pimpolhos hoje em dia não sai muito dos apartamentos. Vocês já devem ter concluído que visitar cidades deve ficar para quando eles estiverem mais crescidinhos. Para uma criança pequena ou um bebê Paris é tão interessante quanto qualquer cidade, uma casa do lado da outra. E se o museu do Louvre já é meio monótono para alguns adultos no qual me incluo, imaginem para um bebê de dois anos.

A simples descoberta de uma minhoca é uma aventura e tanto

A simples descoberta de uma minhoca é uma aventura e tanto

Também convém evitar lugares de natureza muito inóspita. Já vimos crianças passando muito mal em grandes altitudes. Os efeitos do mal da altitude é mais sentido por elas do que pelos adultos. Caso a família queira muito mesmo passar por um local de altitude elevada, o mais adequado é que a noite de sono seja em um local mais baixo. Desertos também são outra paisagem que pode ser prejudicial as crianças. Nestes ambientes as crianças assim como idosos desidratam muito rapidamente e caso esta seja a opção, os cuidados com a hidratação devem ser redobrados.

Outro fator primordial ao sucesso de sua viagem com filhos é o número de deslocamentos. Esqueça aquele tipo de viagem que todo mundo já fez: Europa, sete países em quinze dias. Esta dica é válida também para quem não tem filhos. O mais importante de uma viagem são os momentos de felicidade vividos e que serão lembrados e não o número de lugares que você passou e acha que conheceu. Opte por ficar mais tempo em cada lugar e viver o cotidiano local, você não se arrependerá e nem seu filho.

Bom, não citei a Disney que é o destino mais procurado de dez entre dez famílias brasileiras com filhos. No começo deste tópico mencionei que o destino escolhido deve ser prazeroso também para pais e mães. No caso desta família a casa do Mickey não se encaixa nem no perfil dos pais nem da filha. O mais importante é saber que não existe certo nem errado e sim o mais adequado para cada família.

De todas as dicas que abordamos neste post algumas parecem bem óbvias, mas apesar disso muitas vezes deixamos de segui-las. Quantas vezes nos deparamos com a Amélie irritada as dez da noite em algum restaurante pelo mundo quando sabíamos que ela já devia estar dormindo. Não temos a pretensão de ensinar ninguém a viajar com seus filhos, até porque estamos apenas engatinhando neste tema. Nossa ideia é compartilhar experiências que funcionam para gente, mas que podem ou não funcionar para outras famílias. Por isso esperamos por suas críticas, comentários e experiências de sucesso.

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Responses

  1. oi trio viajante! Que bacana vocês compartilharem a experiência de vocês a respeito do “como”. Como disseram, nem sempre conseguimos seguir o “óbvio”. Nossa política aqui em casa também vai nessa linha: nossos filhos entraram na nossa família e não ao contrário, sendo assim, vamos seguir a vida nos divertindo porque a conta foi de adição e não de subtração! Nosso ritmo também foi afetado, estamos fazendo refeições bem slow, principalmente no almoço… e, sim, nós respeitamos muito o sono e a soneca das crianças. Isso é um baita redutor de stress aqui em casa também! bj para todos, especial para a fofutcha!

    • Olá Adriana
      legal que você compartilhe um pouco de sua experiência conosco também.
      O ritmo muda, mas o prazer das viagens aumenta.

      grande beijo
      Eder

  2. Olá família viajante. Apesar de não ser mamãe, amei saber as dicas, pois sou tia e tenho muitos amigos com filhos que dizem que é mais difícil viajar, agora não mais. Obrigada e um forte e grande beijo nos três.

    • Olá Elis
      este post não é só para pais, mas também para tios, avós e todos que gostam de crianças. Quando os filhos chegam você muda o jeito e ritmo de viajar, mas mentem aqueles que dizem que fica inviável. Na verdade fica até mais gostoso. As crianças sempre abrem muitas portas para contato com os locais.

      beijos e continue nos acompanhando

      Eder

  3. Olá, muito bom o post. A minha esposa e eu ainda não pensamos em filhos e as viagens é um dos motivos, mas quando eles vierem provavelmente vamos colocar a criançada cedo na vida de viagens…

    Punta Cana é um ótimo lugar para viajar com crianças pequenas, vimos muitas lá…

    http://omelhordestino.wordpress.com/2013/06/13/punta-cana-republica-dominicana/

    • Olá
      legal que tenha gostado do post. Filhos não são um impeditivo para viajar. A Amélie tem a incrível média de uma viagem a cada dois meses. O que vai mudar é o jeito e o ritmo das viagens.

      Ainda não fomos s Punta Cana, mas em Aruba foi muito legal levar nossa filha.

      continuem nos acompanhando

      abs

      Eder

      • É uma média bem grande que ela tem mesmo, espero que possamos fazer isso também.

        Aruba está em nossa “lista imediata”, inclusive estou com os posts que vocês fizeram de lá abertos agora…

        Se puderem dar uma passada lá no blog ficaremos felizes também.

        Abraço

      • Olá
        passamos no seu blog e está super legal com várias dicas úteis.

        continuem propagando informação

        abs

        Eder

  4. Adorei as dicas….
    Eu, meu marido e o Davi (1 ano e meio) somos adeptos ao turismo slow.
    Embarcamos para Italia em agosto…voos noturnos…tablets cheios de aplicativos…assento na janela…brinquedos e ideias de planos para agir em emergências já estavam no roteiro…
    Meu maior medo mesmo é no avião…que ele abra o berreiro de madrugada e eu não consiga acalmá-lo…
    De resto, mesmo tendo escolhido cidades e algumas viagens dentro de viagens nenhuma é por excursão e permitirá muita flexibilidade para nós…
    A verdade é que estamos em férias…os três….
    O segredo principal para viajar com o bebe para mim é não ter pressa…de resto eu tenho certeza que os bebes irão adorar poder passar mais tempo comigo e com o papai…

    • Olá Mariana
      flexibilidade é fundamental quando a viagem tem crianças.
      O Davi tem a mesma idade da Amélie. No caso dela preferimos as viagens no horário do sono pois ela não prende a atenção em desenhos, tablets e outros eletrônicos por mais de 2 minutos.
      Se ela não dorme a salvação são mesmo as aeromoças atenciosas e dá-lhe volta nos corredores do avião.

      valeu por compartilhar suas dicas

      bjs

      Eder

  5. Olá meus querido Eder, Fabi e Amélie. Tenho acompanhado de perto vossas viagem e tenho notado todo o cuidado que têm em planejar estes passeio que faz muito bem para os três. Fico feliz por vocês compartilharem vossas experiências com os demais pais. Parabéns pelo pôster. Estas dicas serviram também para o vô João quando estiver acompanhando os netos, incluindo a Amélie. Beijo grande para ela. Estamos com saudades. Abraços.
    Vô João

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  8. Muito bom! Muito fofa a foto dela dormindo na cadeirinha! E a dela dormindo na canga me lembrou de nossas viagens a Porto de Galinhas e Búzios, com o trio, com 2 e 3 anos. Todas as tardes estendiamos as cangas embaixo da mesa sob o guarda-sol e eles dormiam deliciosamente por 1-2 horas!

    • Ola Helen
      viajar com crianças tem que ser em outro ritmo, mas é maravilhoso vê-los descobrindo o mundo.

      grande beijo

      Eder

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