Publicado por: Eder & Fabi Rezende | 10/08/2014

Procurando Noah/Finding Noah

Versão em inglês no final/English version below

Vocês, adultos, devem estar pensando: exótica esta Amélie. Nem completou três anos e já é uma cinéfila (gostaram desta palavra que aprendi a pouco?) que conhece filmes antigos. E com certeza também acham que me enganei no nome do filme. Mas não é nada disso. Deixa eu explicar antes que esta gente com mais de um metro e trinta faça uma tremenda confusão. Conheço sim o peixinnho palhaço de nome Nemo, mas minha história de hoje não tem nada a ver com ele.

Minha história de hoje não tem nada a ver com ele

Minha história de hoje não tem nada a ver com ele

Aprendi com meu pai e minha mãe a gostar de viajar desde pequenininha. Minha primeira viagem de avião foi aos três meses para Vitória. Fomos visitar uma amiga da minha mãe e eu claro fui tomar meu primeiro banho de mar. Até os dois anos eu tinha uma média de uma viagem a cada dois meses. Além de Vitória, já fui para Brotas, Pirenópolis, Brasília, Aruba, Austrália, Ubatuba e muitos outros lugares. Sem contar a Rússia, Uzbequistão e Letônia que tive o prazer de conhecer ainda na barriga da minha mãe. É igual a comer gorgonzola, no começo você acha meio ruim, mas depois não fica sem. Sem contar as coisas que já ganhei e aprendi viajando.

Olha eu ai curtindo a praia aos 3 (meses)

Olha eu ai curtindo a praia aos 3 (meses)

Foi viajando que eu aprendi falar inglês lá do outro lado do mundo, numa terra que já foi da rainha e hoje é só dos cangurus. Em viagem foi que eu comecei a gostar de natureza e saber da importância dela para nós pequenos seres humanos e pequenas seres humanas. Quem é que não gosta de sentir aquele cheirinho de mato que só uma boa trilha pode trazer? Viajando também ganhei vários amigos no Brasil e no mundo. Amigões para sempre. Na verdade eu mesma, sim euzinha só existo por causa de uma viagem. Meu pai e minha mãe me encomendaram durante uma viagem de carnaval a Bueno Brandão em Minas Gerais. Eles falam para todo mundo que eu sou filha do carnaval. E eu falo que é mentira. Eu sou Amélie Guimaro de Rezende, filha do pai Eder e da mãe Fabiana. Nem conheço este tal Carnaval, nem quero que ele seja meu pai nem minha mãe.

Aprendendo a gostar da natureza

Aprendendo a gostar da natureza

Aprendendo inglês na Austrália

Fazendo amigos e aprendendo inglês na Austrália

Meu irmão também em partes nasceu de uma viagem. Ele nasceu em abril e por isso meus pais falam que é filho das férias de julho. Sinceramente, não entendo estes adultos. Fui eu quem escolheu o nome dele (Noah). Minha inspiração para o nome foi de um amigo que conheci lá na Austrália. Gostei tanto deste amigo que falei para meus pais, vamos colocar o nome do meu irmãzinho de Noah. Eles acharam ótima minha ideia, já que gostam de nomes bem incomuns. E foi assim que meu irmão nasceu de uma viagem.

Já falei um montão, mas ainda não expliquei porque estou procurando o Noah, se ele está todo tempo na minha casa (ele ainda não vai á escola) e dorme no meu quarto que eu gentilmente deixei ele colocar seu berço. Não é brincadeira de esconde esconde não. Não é este Noah que eu estou procurando. É o outro, lá da Austrália, o meu amigo que eu estou querendo encontrar. Imaginem que vocês conhecem alguém em uma viagem e depois de quase um ano, do nada, esta pessoa aparece e fala que colocou seu nome no irmão dela. Você ficaria super feliz? Qualquer um ficaria super feliz. E eu gostaria que meu amigo Noah (o da Austrália) ficasse super feliz também. O problema é que não tenho o telefone dele para ligar e fazer ele ficar feliz com a notícia. Ai tive uma ideia e meu pai falou que é uma super ideia.

É o seguinte. Vocês que já são velhos, tem mais de vinte anos, com certeza conhecem aquelas histórias de um cara que o barco afundou e ele ficou preso, sozinho em uma ilha deserta. Ai o que é que o cara faz? Ele escreve uma carta, coloca a carta numa garrafa e joga no mar. As ondas levam a garrafa e depois de um tempão alguém encontra a garrafa e vai salvá-lo. Minha ideia é mais menos esta. Ao invés da carta, eu estou escrevendo este post. Minha garrafa vais ser nosso blog onde vai ficar depositada minha mensagem. Meu mar vai ser o Facebook, Twitter, Instagram e qualquer outra mídia social. E finalmente minhas ondas queridas, serão vocês: amigos, admiradores, seguidores e qualquer pessoa principalmente que tenha alguma ligação com a Austrália e  que queira me ajudar a encontrar meu amigo Noah para dar a boa nova. Portanto compartilhem no Facebook, retuitem no Twitter e façam o papel de uma onda que é espalhar a mensagem para todo o mundo.

Isso é coisa do passado. Vocês farão a mensagem chegar ao meu amigo Noah

Isso é coisa do passado. Vocês farão a mensagem chegar ao meu amigo Noah

Para facilitar nossa busca. Isso mesmo, eu disse nossa. Agora vocês estão comigo. Vou falar onde eu encontrei o Noah, o meu amigo. Nós nos encontramos umas duas vezes na piscina do Ayers Rock Campground durante a quentes tardes do outback australiano. Ficamos lá nos dias 26 a 29 de dezembro de 2013. Ele devia ter entre oito e onze anos, era gordinho, loiro e com as bochechas vermelhinhas. Estava com sua família. O irmão mais velho era alto e magro e devia ter uns treze anos. Também tinha seu pai e sua mãe. O pai já estava ficando careca e mãe dele era bonita, loira de olhos azuis. Sei que não é muito, mas é só o que eu lembro. Quase esqueci, eles eram todos australianos. O que já reduziu a procura de 7 bilhões para pouco mais de 20 milhões de pessoas. Quem é que vai me ajudar a encontrar meu amigo?

Foi nesta piscina que fizemos amizade

Foi nesta piscina que fizemos amizade

Escrevi o post também em inglês porque é a única língua que meu amigo fala. Espero que ele consiga um dia ler este post.

You, adults should be thinking, Amélie is very exotic. She is not three years old yet and she is already now a cinephile (did you like that word I learned right now?) who knows old movies. And of course you also think that I made a mistake about the name of the movie. But that’s not it. Let me explain before this people over four feet make a tremendous mess. Yes, I know the little clow fish called Nemo, but my story today has nothing to do with him.

My story today is not related with Nemo

My story today is not related with Nemo

I learned enjoy traveling from my parents. My first plane ride was at three months old to Vitoria. We were visiting a friend of my mother and of course I took advantage to have my first swim at the beach. Until two years ago I had an average of one trip every two months. Beyond Vitoria, I’ve been to Brotas, Pirenópolis, Brasilia, Aruba, Australia, Ubatuba and many other places. I almost forgot to mention Russia, Uzbekistan and Latvia I have had the pleasure to visit still in my mother’s belly. It is like eating blue cheese, in the beginning tastes bad, but after all you love it. Not to mention the things that I’ve earned and learned traveling.

Enjoying the beach at 3 (months)

Enjoying the beach at 3 (months)

It was traveling I learned to speak English on the other side of the world, in a place once it was the queen´s land and today it is the kangaroo´s land. It was travelling I started enjoying nature and recognize the importance of it for us little human beings. Who does not like to feel that forest smell That only a good trekking can bring? It was traveling I also made many friends in Brazil and worldwide. True friends, forever. Actually i just exist because of a trip. My father and my mother “ordered” me during a carnival trip to Bueno Brandão. They tell everyone that I am the daughter of the carnival. And I say that is a lie. I’m Amélie Guimaro de Rezende, Eder and Fabiana´s daughter. I do not know this guy called Carnival and I do not want to be his daughter.

Keeping touch the nature

Keeping touch the nature

Making friends and learning english

Making friends and learning english

My brother was also born of a trip. He was born in April and my parents say that he is a son of July holidays. I honestly do not understand these adults. I chose his name (Noah). My inspiration for the name was a friend i met him in Australia. I enjoyed so much this friend that I suggested to my parents the name Noah to my little upcoming brother. They appreciated my great idea. And so my brother (or his name) was born of a trip.

I’ve talked a lot, but I did not explain why I’m looking for Noah if he is all the time at home (he does not go to school yet) and he sleeps at my room where i kindly let him put his crib. It is not hide and seek game. That is not this Noah i’m looking for. It is Australian Noah, my friend I want to find. Imagine you meet someone on a trip and after almost a year, this person appears and says she has put your name on her brother. You’d be super happy? Anyone would be super happy. And I wish my friend Noah (Australian) stayed super happy too. As I do not have his phone number to call him and make him happy with this news, then I had an idea and my dad said that it’s a super idea.

You, more than twenty years old, certainly know those stories of a guy who sank the boat and he was alone on a desert island. What this guy does? He writes a letter, puts the letter in a bottle and throws it into the sea. The waves take the bottle and after a long time someone finds the bottle and will save him. My idea is very similar. Instead a letter I am writing this post. My bottle gonna be our blog where i will let my message. My sea will be Facebook, Twitter, Instagram and any other social media. And finally my lovely waves will be: friends, fans, followers and anyone who has any connection primarily with Australia and wants to help me find my friend Noah to give the good news. Then please share at Facebook, retweet at Twitter and play the wave role.

This is past. You will get the message to my friend Noah

This is past. You will get the message to my friend Noah

To make our search easy. That’s right, our search. Now we are together on it. I’ll describe where I met my friend Noah. We met a couple of times in the Ayers Rock Campground pool during the hot afternoons of the Australian outback. We stayed there on the 26th to 29th December 2013. He should have between eight and eleven years old, he was chubby, blond and with red cheeks. He was with his family. His older brother was tall and thin and he was about thirteen. His father was almost bald and his mother was beautiful, blue-eyed, blonde. I know it’s not much, but it’s just what I remember. I almost forgot, they were all Australians. This info has reduced our search from 7 billion to just over 20 million people. Who is going to help me find my friend?

I wrote the post also in English because it is the only language my friend speaks. I hope he can read this post a day.

It was at this pool our friendship started

It was at this pool our friendship started

 


Responses

  1. Adorei o post e a história! Já compartilhei no meu Facebook.
    Puxa vida, ninguém tirou uma foto do Noah??? 😉
    Espero que consigamos encontrá-lo!

    • Ola Valéria
      que legal que tenha gostado de mais esta aventura da Amélie. Infelizmente deixamos para tirar a foto do Noah depois e acabamos não tirando. Fazer o que.
      Agora a procura fica mais difícil mas não vamos desistir.

      valeu por ajudar

      Eder

  2. Que gracinha Amelie! Eu tenho um sobrinho Australiano chamado Lucas e vou passar o teu texto para ele e os pais dele te ajudarem : ) Se lembrar de qual cidade da Austrália ele era, me fala

    • Ola Robertinha
      valeu pela ajuda mas infelizmente não lembramos de que cidade eles eram. Sabe coisa lúdica de criança que brinca junto sem precisar saber de onde é, o que faz e estas outras coisas que adultos perguntam. Se a gente soubesse que ele seria a inspiração para o nome de nosso filho com certeza teríamos pedido os contatos.

      bjs

      Eder

  3. Muito linda a história e mais ainda essa vontade de encontrar o amiguinho. Entendemos bem este sentimento. Tem gente que encontramos uma vez na vida, mas as circustâncias, a companhia e principalmente a sintonia são tão grandes que parece que conhecemos a pessoa por uma eternidade.
    Compartilhando a história agora!!
    Beijos e parabéns pelo post!
    Marcia

    • Ola Márcia

      valeu pela ajuda para encontrar o Noah. A empatia foi mesmo grande com o Noah e com este país maravilhoso que é a Austrália.

      bjs

      Eder

  4. Adorei, Amélie! Vou pedir aos meus conhecidos na Austrália que ajudem!

  5. muito legal, adorei o post. Desejo todo o sucesso para a Amelie. Beijos do Vô João.

  6. Sencional. Eu daria o meu Nemo pra ela.

  7. Ah, Amélie…. que saudades eu estava dessas suas aventuras!!!
    Beijão!!!!

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