Publicado por: Quatro Cantos do Mundo | 14/12/2014

Uma visita inesquecível ao Tibete

Minha primeira viagem pela Ásia foi uma imensa descoberta, foi na verdade um pacotão incluindo China, Tibete, Nepal e Índia, em 22 dias. Claro que seria melhor fazer um de cada vez dedicando mais tempo em cada local, mas nem o bolso, nem o tempo permitiram, então foi tudo junto e misturado, mas valeu muito a pena!

Neste post especial para os Quatro Cantos do Mundo, escolhi falar sobre o Tibete, para mim um dos locais onde mais me ofertou boas experiências, fotos belíssimas e a descoberta de uma cultura completamente diferente e ao mesmo tempo misteriosa, além da hospitalidade dos locais.

Centro de Lhasa, típicas bandeirinhas tibetanas

Centro de Lhasa, típicas bandeirinhas tibetanas

Então, vamos aos Tibete. Peguei um vôo de Chengdu para Lhasa. O roteiro era ficar no hotel na capital tibetana por 3 noites e depois seguir de ônibus para visitar vários monastérios nas montanhas, por mais 2 noites.

Não tem como falar no Tibete sem mencionar a invasão chinesa, não dou muito apoio às críticas extremamente negativas contra a China, foi outro país que me surpreendeu positivamente, porém ao colocar os pés no Tibete não é difícil sentir a cultura local abafada pelas construções modernas e pela obrigação da bandeira da China em cada metro da cidade, só para citar alguns fatos mais leves do que os que ocorreram há décadas atrás.

Hoje de alguma maneira a cultura local convive com as novas construções, mas é verdade que há partes que a cidade parece um canteiro de obras. O trecho mais interessante é a área onde é possível vivenciar a cultura local,  é claro.

Bakhor é a praça no centro da parte velha de Lhasa, formada ainda por ruas estreitas ao redor, é um cenário de fé dos habitantes e é nela que está o templo Jokhang. Sua construção começou ainda em 647 D.C., durante o reinado do rei tibetano King Songtsan. Hoje é protegido pela Unesco e além das visitas de quem procura uma ligação com a fé budista, é foco da curiosidade de turistas do mundo todo. Algumas partes do templo são abertas a visitação, vale muito a pena.

Templo de Jokhang em Lhasa

Templo de Jokhang em Lhasa

Ainda na praça os queimadores de incenso (sangkangs) fazem parte do cenário, cobertos pelas típicas bandeiras tibetanas, as quais os turistas compram como souvenir, mas que tem um significado maior, são colocadas no topo das montanhas para trazer sorte. Aliás as montanhas estão lá, imponentes no horizonte, cobertas por neve nos picos mais altos ao redor de toda a cidade, ao longe.

A melhor maneira de descobrir o Tibete é andar e se perder entre as ruas estreitas de Bakhor, há uma série de lojinhas, comércio por todo lado, além dos nativos com suas rodas de oração tibetana indo e vindo, outros estendendo-se pelo chão em suas preces.

Após uma longa manhã de passeio, uma parada em dos restaurantes típicos, o New Mandala, para provar o prato mais famoso da região, carne de búfalo. O prato é servido na chapa quente, carne macia e suculenta. Além do cardápio típico, o restaurante tem uma vista excelente de todo o centro antigo da cidade, é só ir até a varanda no topo do prédio.

Palácio Potala

Outro local imperdível é visitar o Palácio Potala. Fica a poucos quilômetros do centro de Lhasa, apesar da longa fila e espera, a parte interna provoca uma experiência sem igual.

Imponência do Palácio Potala

Imponência do Palácio Potala

O grande palácio é formado pelos palácios Branco e Vermelho, após a entrada você segue uma longa escadaria até um hall onde começam as entradas para visitação.

Também foi construído no mesmo período do templo Jokhang, no século VII. No século XVII o 5º Dalai Lama estendeu a construção e o palácio se mantém assim até hoje. Foi também residência dos Dalai Lamas e centro de encontros religiosos e políticos. É um extenso complexo de palácios, estupas, dormitórios de monges, locais de moradia e funerais, construídos a uma altura de mais de 3 mil metros acima do nível do mar, os palácios têm mais de 115 metros de altura, com 13 andares.

Lar dos Dalai Lamas

Lar dos Dalai Lamas

Muitas partes podem ser vistas pelos turistas, há uma imensidão de artigos budistas, imagens, esculturas, sutras e uma infinidade de relíquias religiosas. É comum testemunhar monges em suas orações e cânticos em diversas partes.

É possível almoçar na cozinha de um dos monastérios dentro do palácio, lá são servidos os momos, bolinhos de massa cozida, típicos de alguns países asiáticos. A viagem continua na estrada, em busca dos monastérios isolados nas montanhas tibetanas.

Este texto foi escrito pela jornalista Roberta Clarissa Leite que vive na República Tcheca.

Veja Também:

Praga: Você vai provar uma das melhores cervejas do mundo

Um festival de cerveja, o melhor período para ir até a  República Tcheca

Gente da Tailândia

Guia Completo de Viagem: Chiang Mai – Tailândia

Reclama do trânsito de São Paulo agora que eu quero ver – Vietnã


Responses

  1. Ótimo post, Tibet firme e forte na bucket list.
    Free Tibet!

  2. Belo post. Parabens!

  3. O lar dos Dalai, que barato! Há muita burocracia para conseguir autorização para visitar a região/pais?

    • Ola Mariel

      a burocracia chinesa é grande sim. Se você for melhor se juntar a um grupo num tour para garantir que eles não vão complicar sua ida

      abs

      Eder

  4. Olá, eu queria saber no Tibet, se faz muito frio , ou não? Como é o tempo por lá ?

  5. Olá! Adorei a matéria! Você poderia me dizer se a China permite que o povo tibetano utilize a sua bandeira nacional dentro do Tibete?

    • Ola Augusto
      a bandeira ou qq outro símbolo que lembre o Tibet não pode ser utilizado

      abs
      Eder


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: