Publicado por: Quatro Cantos do Mundo | 08/02/2015

Nem melhores nem piores, apenas diferentes

Todos pensarão: lá vem o pessoal do Quatro Cantos do Mundo com seus posts filosóficos novamente. Tem muita gente que gosta, opina, critica, sugere e participa dando vida ao blog. Mas o mais importante de tudo é que eu adoro escrever estes posts. Não somos gays, negros, imigrantes (ainda não), gordos, mas sabemos bem o que é ser diferente. Antes que os politicamente corretos venham nos malhar, claro que os citados acima sofrem com o preconceito da maioria o que faz a vida deles realmente mais dura e difícil mesmo que não deva ser assim. Nós não sofremos preconceito, é algo bem mais leve e sutil. É a constante sensação de se sentir como um elefante albino que tem a tromba cor de rosa. No popular: SOMOS ESQUISITOS. Toda vez que o assunto é viagem, é a mesma coisa. As conversas são sempre permeadas por ohhhhs, olhos arregalados e mãos na boca que tentam esconder uma surpresa que nem uma burca encobriria.

É assim que nos sentimos. Só falta a tromba rosa

É assim que nos sentimos. Só falta a tromba rosa

Destinos Exóticos

Particularmente detesto este termo porque exótico é o ornitorrinco que tem cara de pato, é mamífero e bota ovo. Os lugares são diferentes e para infelicidade da grande maioria, são destes que gostamos.

Exótico é este bicho

Exótico é este bicho

O papo sempre começa morno com algo do tipo: Como foram as férias? E nossa resposta em tom de quem sabe que a coisa vai descambar para o elefante albino de tromba cor de rosa: foram ótimas (pensando será que dá para mudar de assunto?). Ai vem a pergunta que é a faísca que precisava para explosão: Vocês foram para onde? A voz com um tom de desalento e em baixo volume como quem sussurra um pecado imperdoável: Uzbequistão. As pessoas aproximam a cabeça virando o ouvido para o lado da nossa boca fingindo não entender a pronúncia. Poxa vida alguém conhece alguma palavra parecida com Uzbequistão? Obviamente não. Então é isso mesmo que você ouviu. Ai a pessoa mira o teto, coloca a mão no queixo tentando puxar da memória onde diabos fica este fim de mundo que este louco se enfiou nas férias? Claro que não tem a mínima ideia então em 1,2,3 pupilas dilatadas, cara de horror e mãos na boca. Ainda tímidos soltam um: diferente não? Leia-se esquisito. Neste post são palavras sinônimas. Mas o que é que vocês foram fazer no Uzbequistão? Resposta que eu queria dar: Fomos ver o que sua ignorância não te permite enxergar. Ou fomos conhecer gente diferente de você. Resposta padrão (estou pensando em comprar um gravador para não ter que repetir sempre as mesmas respostas já que as perguntas não mudam nem na ordem em que acontecem): O país faz parte da antiga Rota da Seda, está cheio de mesquitas, mausoléus e madrassas (esta palavra eles fingem que entendem para não nos deixar ainda mais constrangidos) com riquezas materiais e culturais inimagináveis.

Passada a cena de puxar da memória e a da surpresa, na maioria das vezes o terceiro ato é o do medo. Entra em cena a pergunta que na verdade leva ponto de interrogação quase imperceptível, pois é mais uma afirmação que um questionamento: Mas não é perigoso? E o ato se desenrola com nosso diálogo interno: Porque que o ser humano acha perigoso tudo que é desconhecido? Putz eu nunca tive o prazer de ver pessoalmente o Coelhinho da Páscoa nem o Papai Noel e nem por isso tinha medo deles quando era criança. Todos veem um perigo iminente, isso porque nem sabem que o Uzbequistão faz fronteira com outro temido “tão”, o Afeganistão. Para ver em outra perspectiva lugares ditos perigosos, leia: Viaje, saia da ignorância. Para saber que o Uzbequistão nem é tão esquisito (diferente) assim leia: Turismo sem pré-conceitos.

O quarto ato deste episódio que é digno de Porta dos Fundos é menos monótono, mas não menos engraçado. Aqui temos duas opções. Na maioria das vezes o sujeito cai em si e vê que o que para nós são férias prazerosas para ele é um campo de concentração nazista. Então tentando ser gentil para não ferir nossos sentimentos ele finge ter ouvido sua mulher o chamar, mesmo ela estando do outro lado de uma sala enorme com um barulho insano de conversas paralelas. Ou dá aquela vontade incontrolável de fazer xixi. O mais engraçado é que alguns juram que voltam em dois minutos para continuar a conversa, mas invariavelmente nunca mais aparecem para podermos nos divertir com sua cara de assustado. Na segunda opção (mais rara) a pessoa até gosta de ouvir nossas histórias de perrengues. Mas é aquele gosta do tipo assistir o programa Não Conta lá em Casa. É ótimo ver, mas isso para mim, nunca. Isso porque os perrengues do pessoal do Não Conta lá em Casa são histórias do jardim de infância se comparados aos nossos. Mas o grand finale ou o recomeço de toda encenação com o nome de outro país esquisito se dá quando dizemos que na verdade queríamos mesmo era conhecer a Mongólia, mas a obstetra da Fabi que estava grávida na ocasião nos proibiu. Grávida? Sua esposa estava grávida quando vocês foram para o Uzbequistão? Eles não se aguentam, perdem a compostura e desabafam: Vocês são mesmo loucos. Aqui abro um parêntese para contar nossa negociação com a obstetra.

Nós: Vamos passar as férias na Mongólia.

Obstetra: De jeito nenhum vocês tem que ir para um país de primeiro mundo.

Nós: Hello. Nós vivemos num país de terceiro mundo. Porque não ir para outro terceiro mundista nas férias?

Obstetra: Deixa eu reformular a afirmação. Vocês tem que ir para um país que tenha saneamento básico.

Nós: Ok a Mongólia não tem mesmo. Então vamos para o Uzbequistão.

Obstetra: Ok vocês venceram. Concordo com o Uzbe. Uzbe o que mesmo?

O bom de tudo isso é saber que apesar de esquisitos, não somos os únicos. Já inspiramos até o casal Ernesto o pato econômico e Cibele a viajar para o Uzbequistão. Pato e Cibele vocês são ESQUISITOS e por favor tomem isso como um grande elogio.

E também tem gente que é ainda mais esquisita que nós. Gente como a gente que nunca precisa puxar da memória onde fica o Togo, Benin ou o Mali. Gente que nunca arregala os olhos por mais bizarro que seja o destino do papo. Se aos olhos alheios nós somos elefantes albinos de tromba cor de rosa, ele é um mamute albino com listras roxas e pintas amarelas. Guilherme Canever do Saiporai bem vindo ao seleto clube dos esquisitos. Sou fã das suas viagens.

Volta ao Mundo

Devo confessar que às vezes temos um prazer mórbido em horrorizar as pessoas. E apesar de cada vez mais comum, a Volta ao Mundo é um assunto que ainda assusta muita gente. Sem contar que a nossa começou em 2008 quando o assunto era praticamente um tabu. O primeiro susto vem ao saber que ambos pediram demissão de um ótimo (não achávamos tão ótimo assim) e promissor emprego em multinacionais de sucesso (parece que estou escutando um head hunter) para simplesmente cair no mundo. Depois vem a questão do dinheiro. Uns pensam que ganhamos na mega sena. Outros nos perguntam onde trabalhamos durante a viagem. Quando as respostas são sempre negativas eles travam. Se não ganhou na mega sena, nem trabalharam, então é herança. Todos ainda acham que gastamos rios de dinheiro em um ano e meio de viagem. Mesmo sem entender de onde vem nossa fortuna eles seguem adiante. Mas confessem que foi difícil conseguir outro emprego depois de um ano e meio fora do mercado de trabalho. Já voltei empregado e a Fabi após dois meses parada voltou pra mesma multinacional de sucesso de antes. Acho que as pessoas ficam mais horrorizadas por saberem que algo que eles julgam impossível, na verdade não é.

Trilhas

Outro hábito que temos que impressiona as pessoas é fazer trilhas ou trekking. Depois de contarmos nossas aventuras de subir o Kilimanjaro, Monte Roraima ou mesmo trilhas mais curtas de apenas um dia eles não se aguentam: Mas você perde suas férias embrenhado no meio do mato, suando, cansado e sendo picado por mosquitos é isso? Resposta que eu queira dar: melhor que andar tanto ou mais do que eu em baixo do sol, ficar o dia inteiro em pé em filas quilométricas, aguentar hordas de crianças mal educadas e muito barulho só para ver um rato chamado Mickey. Resposta padrão: eu prefiro mais o contato com a natureza do que as cidades, fazer exercício físico é bom para saúde e os mosquitos nem ligam para mim.

Eles desistem de argumentar quando percebem que nossos filhos já com poucos meses também vão para as trilhas pendurados em mochilas em nossas costas. Devem pensar: estes não tem jeito mesmo, são ESQUISITOS.

Filhos pendurados nas cosats nas trilhas que tanto amamos

Filhos pendurados nas cosats nas trilhas que tanto amamos

Austrália

Este parece ser o tipo de destino que não mete medo em ninguém, mas quando se trata da gente a coisa muda. Somos como o Sulley da animação Monstros S.A., campeões em assustar as pessoas.

Assutamos mais que nosso amigo ai

Assutamos mais que nosso amigo ai

Tudo começa quando atravessamos o mundo de avião num voo de mais de vinte e quatros horas com uma criança de dois anos e uma mulher grávida. Sim a Fabi parece sempre estar grávida. As perguntas são sempre as mesmas: Mas ela (Amélie) não chorou muito? Resposta que eu queria dar: chorou o mesmo que chora quando está em casa. Resposta padrão: não, ela é boazinha e o voo foi noturno, assim ela dormiu a maior parte do tempo. Nossa, mas e o fuso é muito difícil se adaptar, não? Resposta que eu queria dar: é difícil para todo mundo, aliás meu amigo não sei se te contaram, mas a vida não é nada fácil. Resposta padrão: existem alguns métodos para facilitar a adaptação e blá, blá, blá.

Passado o primeiro susto, o sujeito comenta: que bom que vocês gostaram, eu sempre quis conhecer a Austrália, depois me passa os hotéis que vocês ficaram. E vem mais uma sessão terror: Não conhecemos nenhum hotel. Nós acampamos ou fizemos Couchsurfing. É ai que o cara pira de vez. Uns guardam seus pensamentos para si próprios, outros verbalizam: quer dizer que você viajou mais de vinte quatro horas num avião com uma criança de dois anos e uma mulher grávida para dirigir um 4X4 em estradas de terra, dormir em barraca e na casa de estranhos? Quando percebem que é exatamente isso já passaram do estado de assustados para o horrorizado, embasbacado ou até catatônicos. Este é o efeito que nossas viagens causam nas pessoas ditas normais. Isso porque ainda nem contamos que atolamos numa estrada de terra deserta de uma ilha perdida no norte da Austrália.

Disney

Já outras conversas começam quando falamos que gostamos tanto de viajar que temos um blog para contar nossas histórias. É batata que vai surgir a pergunta: Então já foram várias vezes à Disney, não? A cara de decepção das pessoas em saber que apesar de conhecermos mais de 50 países nunca fomos a Disney é de dar dó. É algo inconcebível quando finalmente se dão conta que a Fabi e nossos filhos nunca pisaram na terra do Tio Sam e nem visto eles tem. Pelo menos você já foi é o consolo da maioria, mas eu jogo um balde de água fria: só a trabalho. Realmente é ESQUISTO para os padrões brasileiros ter viajado tanto e nunca ter ido a Disney.

Paris

Quando descobrem que somos virgens de Disney começa uma luta silenciosa para nos colocar em algum destino turístico famoso. Entendi, vocês tem um estilo mais alternativo, preferem a Europa aos Estados Unidos, dizem. É mais ou menos isso, respondemos. Nem tentamos explicar que os parques nacionais do meio oeste americano são sim um dos nossos sonhos de consumo. Então devem ter gostado de Paris. Não conhecemos. Isso porque nunca foram para França, certo? Passamos quinze dias por lá, mas só ficamos no sul do país. Não acredito que vocês viajaram para França e não conhecem Paris. Resposta que eu queria dar: é a gente não quis ver a Monalisa rindo da cara de um monte de turistas se acotovelando para vê-la. Resposta que eu dou: quando ficarmos mais velhos iremos a Paris (o que é verdade) e para terminar a luta para nos colocar em destinos turísticos famosos digo que também nunca fomos a Londres e Nova York.

Ao vivo ainda não

Ao vivo ainda não

Gostamos mais do leste europeu, nas últimas férias fomos a Eslovênia e adoramos. O cara para não se sentir atrás manda essa: Também gostei bastante. Bratislava é pequenina, mas encantadora. Bratislava é na Eslováquia, eu estava falando da Eslovênia. Subitamente ele tem vontade de fazer xixi ou a mulher dele o chama de longe. Acabou a conversa.

Na verdade somos tão diferentes perante os olhos das outras pessoas porque os motivos que nos levam a viajar são distintos dos motivos da maioria das pessoas. A maioria viaja para fazer compras, ou viaja para descansar ou então para se divertir em festas. Compras fazemos na internet, descansar não há melhor lugar que sua própria casa e festas são coisas de nosso passado adolescente. Uma vez, uma pessoa (não me lembro quem) me disse: Só viajo se for para ficar em um lugar melhor que a minha casa. Este tipo de pensamento exprime exatamente o oposto de nossa ideia de viajar, porque na maioria das vezes nossos destinos são lugares ditos “piores” que nossa casa. Viajamos para desvendar o desconhecido, para aprender novos hábitos, costumes, crenças, para nos aventurar, para passar por dificuldades e tirar lições disso, para sermos seres humanos melhores, para lembrarmos que podemos e devemos viver com pouco, para lembramos que a felicidade está dentro de nós e não nas coisas que podemos acumular. Talvez esteja nesta diferença de motivos a causa de toda nossa esquisitice.

Veja Também:

Viaje, saia da ignorância

Os sentimentos que experimentamos durante nossa viagem de volta ao mundo

Turismo sem pré-conceitos

O Padrão Mc Donald´s

Manias de Viajantes

Culinária pelo mundo, um passeio por diferentes culturas – Ásia

O Número 2 ao redor do mundo

5 Gringuices que todo gringo faz quando viaja para outro país – Parte I

Lavar pratos, um passeio por diferentes culturas


Responses

  1. Adorei! Me identifiquei tanto com o sutil prazer de aterrorizar as pessoas… As conversas sobre a Disney tb são impagáveis! Ah, podem incluir o Ale e eu na lista de inspirados pela viagem de 2008. Bjos pra família toda.

    • Oi Cacau

      quanto tempo hein? Você tem mesmo uma cara de sádica kkkkkkkkkk. Também adora aterrorizar as pessoas né?

      grande beijo

      Eder, Fabi, Amélie e Noah

  2. Eder, post inspiradissiomo, voce foi mesmo o mentor da nossa viagem ao Uzbequistão….

  3. Oi Eder! Estamos indo pro Uzbequistao esse ano. Li seu post. Como foi o roteiro de vcs? Fizeram khiva, samarkand, tashkent? Quanto tempo passaram em cada uma? Como se deslocaram por lá? Só de trem em todos os trechos?

    • Ola Ingrid
      bem vinda ao grupo dos esquisitos kkkkk.

      Fizemos também Bukhara além das 3 que você mencionou. Dois a três dias em cada uma saão suficientes. Dê mais atenção a Samarkand.

      Fizemos tudo de trem, exceto o trecho Bukhara a Khiva que fizemos em um táxi, mas prefira o trem que é mais confortável.
      Eder

  4. Tu te fous de ma gueule? Paris c’est Paris.

    • Fala grande
      Paris é Paris mesmo que eu ainda não conheça.

      Tá na lista,um dia vou lá

      abs

      Eder

  5. Muito bom! Ri muito!! Que bom que há viajantes de todos os estilos. E apesar de não sermos tão “esquisitos” como você menciona, também gostamos de destinos menos óbvios. E viagens de compras, nem pensar! Outra coisa é que quando eu me pergunto se um destino não é muito perigoso, meu marido costuma responder: perigoso é o Rio de Janeiro…rsrs

  6. Eder e Fabi, continuem a nos inspirar com todas as esquisitices(risos!)Adoro! Obrigada por nos influenciar. É tão bom ouvir e saber que não estou só na escolha de uma vida e viagens diferentes. Gratidão!

  7. Oi Eder!!!
    Identificação TOTAL com o que você diz aqui.
    Sim, desde aquela cara de paisagem quando alguém faz um comentário do tipo, -“não acredito, vocês viajam para sofrer?”, aqueles pensamentos (ai quanta ignorância) até aquela coisa de querer luxo e suntuosidade nas viagens (por isso é que gosto da minha casa com o máximo de conforto que eu possa ter).
    Apesar de termos cometido alguns “pecados” rsrs, por exemplo, visitando a Disney (a pedido da Júlia e da minha sobrinha), sempre damos um jeitinho de dar uma escapadinha até algo mais alternativo, como uma Floresta Nacional que visitamos recentemente.
    Grande abraço!
    Marcia

    • Ola Márcia
      a Disney não é pecado, pelo contrário deve ser muito divertida, mas para quem gosta deste estilo.

      Para nós ainda não bateu o encanto.

      Legal saber que não estamos sozinhos

      bjs

      Eder

  8. Ótimo texto. Também preciso conhecer o Uzbequistão. Em Bratislava já fui.🙂

    • Ola Nilcilene

      vai gostar do Uzbequistão com certeza. Veja os posts em nosso blog para se encantar

      bjs

      Eder

  9. Olá pessoal! Acabei de conhece-los e curti muito a publicação. Não tive ainda o prazer de conhecer locais tão remotos mas compartilho da mesma paixão…conhecer locais sob situações que a a maioria dos mortais abomina…rsrsrsrsrs.
    Parabéns e espero por novas aventuras dos elefantes albinos com tromba rosa.

    • Ola Sivonei
      bem vindo a nosso blog.
      Aqui você vai encontar diversos lugares fora do circuito turístico, basta dar uma fuçada.

      grande abraço
      Eder

  10. Adorei!!!!!

    Coisa bem boa ter esses assuntos “assustadores”

  11. Adorei o post. Vcs me inspiram.

    • Patrícia
      ouvir que somos inspiração para você é uma melodia para nossos ouvidos

      gde bj

      Eder

  12. Muito bacana mesmo. Dei muita risada. Não viajamos para muitos lugares e todos são mais “comuns”. Mas quando pensávamos em ir para Catargena das Ìndias (nem tão diferente assim, né) todo mundo fazia essa cara que vcs mencionaram e diziam: mas lá não é perisogos porque ´´e na Colômbia? kkkkkk é assim mesmo… Também temos um blog, quando tiver um tempinho, depois passa lá para conhecer, dar opinião, emfim, para fazermos amizades…e trocar experiências. Parabéns pelo blog. AMEI E VIREI FÃ.

    • Ola Daniela
      tem um dito na Colômbia: o perigo é querer ficar. Foi-se o tempo de violência por lá.

      LEgal que tenha gostado de nosso blog.

      Mas qual o seu blog para eu tb conhecê-lo?
      bjs

      Eder

  13. Oi.. esqueci de colocar né. kkkk
    O blog é o D&D Mundo Afora: dedmudnoafora.blogspot.com
    abraços
    Daniela

  14. Oi.. esqueci de colocar né. kkkk
    O blog é o D&D Mundo Afora: dedmundoafora.blogspot.com
    abraços
    Daniela

  15. […] Nem melhores nem piores, apenas diferentes […]

  16. […] Nem melhores nem piores, apenas diferentes […]

  17. Adorei o post e me identifiquei pra caramba! Ainda não fomos para o Uzbequistão, mas também adoramos os destinos poucos óbvios e sempre enfrentamos as caras de interrogação na hora de conversar sobre a próxima viagem… imagine o quanto já somos e ainda vamos ser questionamos por planejar um mochilão pela Tailândia, Camboja e Vietnã para nossa lua de mel?! hahaha (isso que nem são destinos tão “diferentes” assim!)
    Achei sensacional vcs fazerem trilhas com as crianças!! Vamos ser tão esquisitos quanto vcs quando tivermos nossos filhos! haha S2
    Parabéns pelo blog!! =)

    • Ola Lígia

      bem vinda ao clube dos esquisitos

      Eu particularmente adoro fazer parte dele

      e que venham destinos ainda mais diferentes em nossas vidas

      bjs

      Eder

  18. […] Nem melhores nem piores, apenas diferentes […]

  19. […] Nem melhores nem piores, apenas diferentes […]

  20. […] não tem televisão. Sim somos mesmo bem esquisitos, aliás até já escrevemos sobre isso no post: Nem melhores nem piores, apenas diferentes. Na verdade, somos visionários porque a televisão é um ser em extinção. Sim ela vai acabar em […]

  21. Adorei conhecer o blog e a histórias de vocês…eu nunca fui para um destino tão exótico, mas vajo sozinha e as vezes troco meu trabalho por hospedagem e as pessoas já me acham fora da casinha…sorte a de vocês terem uns aos outros, quem sabe eu não tenha a mesma sorte de vocês! Bjus

    • Ola Danu
      legal que tenha gostado do blog. Tem uma comunidade bem “esquisita” no Facebook, gente como a gente. Quem sabe você não encontra um parceiro por lá.

      https://www.facebook.com/groups/172059356327536/

      bjs

      Eder

      • Uma pena o link estar indisponível:/

      • Acho que vc precisa fazer parte do grupo para acessar

        me passa o link de sua página que eu te adiciono

  22. Puxa.. morri de rir… tambem me sinto um peixe fora dagua, pois adoraria ir ao uzbequistao (foi assim q cai aqui).
    Agora me conta. Como vc faz p economizar com passagens, com 3 criancas!? Eu tbm sou como vcs, bem economica. Mas mesmo assim acho q o q pega c criancas eh pagar as passagens e por isso pensava em me manter so no primeiro mesmo….


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