Publicado por: Quatro Cantos do Mundo | 23/08/2015

Circuitos do Parque Estadual do Ibitipoca – Circuito Janela do Céu

Este é o mais longo dos três circuitos, mas também o mais recompensador por sua beleza. São dezesseis quilômetros caminhando em baixo de muito sol, pois a trilha praticamente não tem árvores. A pouca vegetação existente é baixa e apesar da região estar localizada na Zona da Mata mineira, de mata mesmo não tem nada. É muita pedra ou como diriam os geólogos rocha e sol na cabeça. Assim seja prevenido e não faça como eu que esqueci o protetor solar e boné. Outra boa dica é começar a trilha bem cedo quando o sol ainda não está muito forte. O parque está aberto a partir das sete da manhã, então vamos acordar cedo e pé na tábua.

As boas vindas na portaria

As boas vindas na portaria

Após pagar a taxa de ingresso (R$ 10 por pessoa em dias úteis) e deixar o carro no estacionamento (R$ 20 para carros de passeio) me dirigi até o Centro de Visitantes onde consegui um mapa das trilhas e algumas informações. Tive que voltar a pé pela estrada em que havia chegado em direção à entrada do parque para poder acessar o início da trilha do circuito Janela do Céu.

Placas indicando o ínicio da trilha do Circuito Janela do Céu

Placas indicando o ínicio da trilha do Circuito Janela do Céu

Logo de cara tive que encarar uma subida e tanto. Foram uns quarenta minutos caminhando e parando para recuperar o fôlego e tirar umas fotos da vista espetacular. Deu para ver um mar de nuvens cobrindo o vale e eu caminhando acima delas, uma sensação bem diferente. Minhas lentes também captaram bem ao longe a vila de Conceição do Ibitipoca onde fiquei hospedado. Mas o caminho é longo e não dá para ficar o dia todo comtemplando.

Subida íngreme logo no começo da trilha

Subida íngreme logo no começo da trilha

Acima das nuvens

Acima das nuvens

As nuvens não cobriam os lugares mais altos a esquerda na foto

As nuvens não cobriam os lugares mais altos a esquerda na foto

A vila de Conceição do Ibitipoca encravda entre as montanhas

A vila de Conceição do Ibitipoca encravda entre as montanhas

Depois de muito subir cheguei a primeira parada, a Gruta da Cruz que leva este nome devido a uma cruz que existe por perto e pode ser vista de longe. A gruta não fica exatamente ao lado da cruz e você deve caminhar mais um pouco para alcançar sua entrada. O parque é muito bem sinalizado o que dispensa a necessidade de contratação de um guia. Seguindo as placas você desce por uma escada de madeira até a entrada da gruta que até então parece bem sem graça. Mas é só passar pela “porta” que ela fica bem mais divertida. O que aparentava ser uma mini gruta se abre um grande salão que dá acesso a outros pequenos salões através de escadas de madeira. O salão principal tem uma enorme claraboia natural que ilumina todo recinto e ajuda a tirar fotos bem legais. Valeu a pena desviar da rota principal para conhecê-la.

Salão anexo ao principal - acesso por escada

Salão anexo ao principal – acesso por escada

Grande claraboia no teto da gruta

Grande claraboia no teto da gruta

Mais subida me esperava pela frente até chegar a lombada, a próxima parada. Na verdade a lombada não é nenhum tipo de atração para ser vista ou fotografada, é apenas o ponto que marca o fim da subida e a chegada a um platô. Segui caminhando até a Gruta dos Três Arcos, mas antes de pisar nela tive que passar pela Gruta dos Fugitivos, esta sem dúvida sem nada de especial. Se o nome é bem óbvio já que a gruta possui três entradas em forma de arco, sua beleza é um tanto rara. Nunca tinha visto uma gruta daquele porte (o salão principal é bem amplo) com três entradas. Tentei captar os três arcos em uma única foto, mas é impossível, assim vocês terão que ir pessoalmente para poder admirar a beleza e peculiaridade do local. Mais uma atração que valeu a visita e o ponto alto do circuito (Janela do Céu) nem havia chegado.

Saída da Gruta dos Fugitivos

Saída da Gruta dos Fugitivos

Mesmo no modo panorâmico só consegui captar dois dos arcos da Gruta dos Três Arcos

Mesmo no modo panorâmico só consegui captar dois dos arcos da Gruta dos Três Arcos

O mapa ainda mostra a Gruta dos Moreiras no caminho, mas confesso que não a encontrei ou passei direto por sua entrada sem perceber. O sol queimava meu couro, mas valeu a pena o sacrifício, afinal de contas acabava de chegar na Janela do Céu. Até tentei marcar um horário para bater um papo com São Pedro. Sabe como é, queria garantir minha entrada para daqui uns sessenta anos, mas ele estava muito ocupado e não pôde me atender. Fazendo o que eu não sei, porque não havia uma alma viva por ali além de mim. Já que não tinha conversa o negócio era admirar pela janela aquela imensidão azul. Fiquei ali que nem bobo por uma meia hora só comtemplando. Tentei até registar minha passagem pelo lugar, mas sem muito sucesso como vocês podem ver pela foto abaixo. Depois de um tempão apareceu um grupo e pedi para tirarem uma foto minha numa plataforma natural bem pertinho dali.

Com vocês a Janela do Céu

Com vocês a Janela do Céu

Minha tentativa frustrada de sair na foto

Minha tentativa frustrada de sair na foto

Uma perfeita janela com vista para o céu

Uma perfeita janela com vista para o céu

Plataforma natural

Plataforma natural

Para quem achava que agora era só moleza no caminho de volta deste circuito, se enganou, mais subida e os músculos das pernas trabalhando a todo vapor. Alcancei então a cachoeirinha, o nome deve ser devido a pouca água porque a queda é bastante grande. Mesmo no inverno não resisti a um banho. A água super gelada não me espantou, pois bastava sair dela para o sol me aquecer rapidamente. De quebra o movimento das gotículas de água formou um arco íris bem a meu alcance.

Cachoeirinha, com certeza não é pela altura da queda

Cachoeirinha, com certeza não é pela altura da queda

Belo arco íris

Belo arco íris

O caminho de volta ao Centro de Visitantes não é feito pela mesma trilha da ida e esta parte do percurso é mais monótona e sem grandes atrativos. Além da flora que pode ser comtemplada (orquídeas belíssimas estão por toda parte) a única parada é na Gruta do Monjolinho que está cheia de água o que impede a entrada na mesma.

Orquídeas

Orquídeas

e mais orquídeas, pelo menos acho que é

e mais orquídeas, pelo menos acho que é

Vista da Gruta do Monjolinho

Vista da Gruta do Monjolinho

Durante o regresso acabei optando por entrar a esquerda na única bifurcação existente na trilha e fui conhecer também o Circuito do Pico do Pião no mesmo dia. Para quem não tem um preparo físico em dia não recomendo esta opção, pois pode ser muito cansativa e acabar em câimbras e dores musculares pelo corpo. Mas o Circuito do Pico do Pião é história para outro post.

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Responses

  1. De tirar o fôlego! Lindo demais!
    Obrigado por compartilhar . Destino anotado!

  2. Lá é lindo mesmo! Quando fomos não chegamos a conhecer a janela do céu, pois o tempo estava prometendo chuva, então optamos por outras trilhas mais curtas, o que foi uma ótima escolha, pois poucas horas depois de chegarmos ao parque caiu uma baita chuva. Chuvarada mesmo (forte e com ventos). Inclusive durante a madrugada caiu um raio pela região que, segundo o proprietário da pousada onde estávamos, queimou algumas TVs de alguns chalés. O barulho foi assustador. Nunca ouvi um estrondo tão alto. rs..

    • Ola Cristiane
      você tem um bom motivo para voltar então. O inverno é a época que menos chove por lá. Fica a dica.

      abs

      Eder

  3. Minha linda Minas!
    Ainda nao tive oportunidade de visitar Ibitipoca e seu Parque.

  4. Oii, que lindo😉 amei a dica. Tem como chegar lá de ônibus ou outro meio de transporte que não seja carro?

    • Ola Juju
      tem como chegar de ônibus sim. Não é fácil, mas dá. Veja abaixo
      CHEGAR EM
      JUIZ DE FORA ATÉ ÀS 13h30

      14 horas – Rodoviária* de Juiz de Fora
      Empresa Bassamar
      JUIZ DE FORA – LIMA DUARTE
      chegada em Lima Duarte: 15h10

      15h15 – Rodoviária de Lima Duarte
      Empresa Vimara
      LIMA DUARTE – IBITIPOCA
      chegada em Ibitipoca: 17h

      boa viagem

      Eder

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  7. lindo lugar,ainda iremos lá, abraço

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