Publicado por: Quatro Cantos do Mundo | 14/02/2016

Viajar com filhos é … – Parte I

Em nossa última viagem para Alagoas, agora em dezembro de dois mil e quinze estive pensando como nossas andanças mudaram com a vinda dos filhos. Tanto eu como a Fabi sentimos a diferença, mas não soubemos dizer de bate pronto o que é que tinha mudado. Intrigado, comecei a pensar e comparar como era antes e como é que viajamos agora que nossa família já tem cinco integrantes. Sim temos três filhos, a mais velha com apenas quatro anos e continuamos viajando, pois não somos Nem melhores nem piores, apenas diferentes. Vejam abaixo as mudanças. Para quem tem filhos por favor deixem sua opinião. Para quem ainda não tem filhos saibam como será sua viagem com eles. Porque viajar com filhos é:

Viajar com filhos é...

Viajar com filhos é…

1) Estar com os bolsos sempre cheios

Meus bolsos nunca ficaram tão cheios quanto agora e infelizmente neste caso, bolso cheio não é sinônimo de dinheiro. São cinco passaportes para carregar, o que já é suficiente para estufar os dois bolsos da frente. Por isso mesmo minhas calças sem exceções são dotadas de bolsos laterais que acumulam papeis de chocolate, carrinhos, elástico de cabelos para meninas, roupas de bonecas, chupetas e por ai vai. É como cartola de mágico você nunca sabe o que vai encontrar.

Mais ou menos assim

Mais ou menos assim

2) Ir mais devagar

Isso não mudou muito para gente. Nunca fomos daqueles que passavam duas semanas na Europa e voltavam dizendo que conheceram oito países. Sempre gostamos de conhecer mais de perto os locais, conversar com eles sem pressa. Por menor que seja o lugar visitado sempre permanecemos dois ou três dias, mas o que era uma tartaruga se tornou um bicho preguiça. E aproveitamos ainda mais para conhecer a fundo nossos destinos, afinal se a correria estressa adultos imagine as crianças.

Na mesma velocidade deles

Na mesma velocidade deles

3) Viajar com uma farmácia ambulante

Quem tem três filhos com certeza tem um ou mais de um com algum ponto fraco de saúde. A mais velha tem otite, se bem que faz tempo que ela não se manifesta. O do meio bronquiolite e dá-lhe ite. A bebê como todo recém-nascido sofre de cólicas. A Fabi passa mais tempo da vida grávida do que não grávida e leva suas vitaminas. O zika nos fez lotar a bagagem de repelente. E viajando para lugares que todos chamam de exóticos a farmácia só aumenta. Na próxima viagem teremos que pedir uma autorização da ANVISA para transportar tamanho volume de medicamentos. Aspirina e dorflex já não são mais suficientes.

Nossa farmacinha

Nossa farmacinha

4) Esquecer as baladas

Esta também é fácil para gente. Nunca fomos chegados a cair na farra. Temos o hábito de ir cedo para cama e com as crianças despertando todos os dias as seis da manhã impossível se manter acordado por muito tempo após o pôr do sol. A balada mais irada que você vai cair é sair para jantar e descobrir que é o primeiro cliente do restaurante pontualmente as sete da noite, ou da tarde.

Chegar no restaurante e dar de cara com esta placa

Chegar no restaurante e dar de cara com esta placa

5) Lotar a bagagem de fraldas

Como ainda temos dois que fazem uso das fraldas o compartimento reservado ao estoque deste material é quase um container. Temos que fazer uma tese de doutorado para calcular o estritamente necessário. Nada de faltar e muito menos sobrar, pois carregar peso extra não é com a gente. Nos últimos dias a Fabi decreta: Precisamos racionar porque o estoque está acabando. Se você for para praia é mais fácil, pois a fralda para uso aquático é auto limpante.

O lixo do nosso hotel

O lixo do nosso hotel

6) Ter a barriga transformada pula pula

Viagem é sinônimo de 100% do tempo com seus filhos. Nada de escola, natação ou outras atividades. E esta é uma das razões que os fazem fanáticos por viagens: tem os pais disponíveis todo o dia. Este privilégio é retribuído com beijos, abraços e lógico muitos pulos na região abdominal do pai. A barriga do genitor se transforma num verdadeiro pula pula apesar dos apelos incessantes para que parem. O playground é mais usado justamente após as refeições. Mas por mais dolorosas que sejam as manifestações de carinho são bem-vindas.

Excesso de amor e sua barriga vira um pula pula

Excesso de amor e sua barriga vira um pula pula

7) Penar para achar um quarto para todos

Quem tem três filhos sabe a romaria que é encontrar um único quarto que acomode a todos. O desafio começa em encontrar um hotel ou pousada que aceita crianças. Vencida a primeira etapa vem o passo mais difícil: encontrar um quarto quádruplo. Pensa que acabou? O terceiro desafio é o mais difícil: convencer o dono da pousada a colocar um colchão extra no chão. Eu disse pousada, porque no hotel nem MacGyver consegue convencer. Ultimamente temos apelado para os sites Airbnb ou Alugue Temporada.

Um quarto como este: nosso sonho de consumo

Um quarto como este: nosso sonho de consumo

8) Usar um carro

Próprio ou alugado você vai apelar para o carro quando tiver três filhos. Na grande maioria das vezes sai mais barato alugar um carro do que pagar cinco passagens de ônibus. Sem contar a comodidade de escolher horários de partida e paradas durante o caminho.

Você vai virar sócio de uma destas ai

Você vai virar sócio de uma destas ai

9) Nunca esquecer de alugar/levar a cadeirinha

O uso do automóvel acarreta em mais bagagem para carregar. Meu Deus parece não ter fim a quantidade de acessórios que arrastamos quando viajamos com filhos. Nossos três filhos ainda obrigatoriamente devem usar algum tipo de “cadeirinha” quando transportados em carros. Assento, cadeirinha e bebê conforto, temos todos eles. Infelizmente no Brasil diferentemente de alguns países da Europa o aluguel deste acessório é cobrado por dia de uso e não um valor fixo e acessível pelo período do aluguel. Sendo assim é caro alugar e mais coisas para carregar.

Atualmente usamos todos os modelos

Atualmente usamos todos os modelos

10) Parar para fazer cocô na beira da estrada

Já que estamos abordando o tema viagem de carro, quem nunca parou a beira da estrada para seu filho fazer xixi ou cocô. Nós paramos inúmeras vezes, ainda mais viajando por estradas vicinais onde um posto de gasolina é mais raro que mosca branca.  Bem e quando você encontra um, chega à conclusão que é mesmo melhor usar a beira da estrada. E fica lá segurando a criança e esperando sair. Por isso nunca se esqueça do pacote de lenços umedecidos. Ou vai esperar e arriscar que ela faça nas calças?

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Responses

  1. Como sempre, adoro seus textos!
    Soube que a Fabi estava grávida, mas não sabia que já tinha nascido outra menina!!
    Parabéns para essa família linda!❤

  2. Muito bom! Rs
    É isso mesmo! Por aqui tb temos 3 pequenos viajantes. São mega companheiros e não reclamam das andanças de viagem, vamos conversando e eles entram no clima do lugar.
    Na nossa última viagem agora em janeiro (18 dias pela Europa) sentimos todos os pontos apontados no post.. Rs Mas a maior diferença foi nos programas noturnos. Eles não queriam sair nem pra jantar. Queriam relaxar! Aí lá se foram os programas noturnos e jantar tarde da noite. Como colaboravam muito de dia, então tentamos chegar cedo em casa.
    Outra coisa que mudamos com a chegada dos pequenos foi tentar alugar apartamentos onde vamos, para as crianças terem mais espaço que quartos de hotel. E tem sido ótimo para as viagens. Eles ficam bem mais calmos. Alugamos no Brasil e no exterior. Agora alugamos pelo AirBnb em 3 cidades (Barcelona, Canillo – Andorra e Lisboa) e foi TOP! 😉
    Fotos no meu Instagram @anamais3

    • Ola Anita
      valeu por dar seu depoimento. Com pequenas diferenças no fim a maioria das famílias segue um padrão bem parecido

      bjs

      Eder

  3. Exatamente Eder, viajar com farmácia e estoque de fralda. Ainda estamos com um pequeno viajante e já dá um mega trabalho… mas somos persistentes… rs! E ainda tem o tema da escolha do lugar… com crianças temos que pensar: “como é a condição da estrada?, será que a latitude não será um problema? E se ele ficar doente, aonde vou?” e por ai vai!!!!

    • Oi Carol
      tem muito assunto pra falar sobre este tema. Não tem fim. Mas vamos nos adaptando e continuamos sempre a viajar

      bjs

      Eder

  4. Pura verdade Eder. Infelizmente, a maxi farmacinha faz parte das minhas viagens. Preciso melhorar nisso. kkkkk

  5. […] Viajar com filhos é … – Parte I […]


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